P.O.V. Doutora Carlton.
Viajem no tempo? Algo que para nós é impossível, que não tem a menor possibilidade de existir para eles... é real.
—Está me dizendo que pode viajar no tempo sempre que quiser?
—Basicamente. Mas, existem regras. Quer vocês gostem ou não, os bruxos são mantenedores do equilíbrio e estamos segurando as linhas á séculos.
—Segurando as linhas?
—Impedindo vocês de se auto-destruírem. E de levar a natureza junto.
O que?!
—Como assim?
—Quem você acha que derrubou o Império Romano? Que levou os romanos, os gregos e todos os vastos Impérios ao seu fim?
Bruxas destruidoras de Impérios?!
—Como? Porque?
—Porque eles estavam tornando-se parte da doença. Cumpriram seu papel e era hora de por um fim.- Disse a garota enquanto vestia um vestido do período da regência.
—É o nosso papel manter vocês sob controle.
—Sob controle? Somos seres humanos.
—Sim. Estou ciente. Mas, você não estaria aqui falando de ciência comigo se as bruxas não tivessem descoberto e compartilhado esse conhecimento. Estaria de joelhos pagando imposto a um outro humano que se aproveitaria da sua ignorância.- Disse Hope.
—Como assim?- Perguntei.
—Você fala de magia como se fosse algo absolutamente diferente da ciência. Sabe de nada, inocente.- Disse Hope.
Ela me estendeu uma espécie de diário.
—O registro cientifico e manuscrito de um dos cientistas mais famosos e notórios da humanidade, sendo que... ele não era humano. Ele era um bruxo.- Disse Hope se gabando.
Eu abri e...
—Leonardo Da Vinci?!
—Ciência com magia, magia com ciência. Elas estão mais próximas do que pensa. Tchauzinho.
Ela sumiu no meio do ar.
P.O.V. Charles Bingley.
As senhoritas estavam se divertindo. Exceto uma. Ela olhava para tudo aquilo com total tédio.
P.O.V. Jean.
Estou com sede e quando fico com sede, fico irritada. Vou procurar o que comer, se é que me entendem. Encontrei um otário qualquer que pensou que ia se dar bem. Não o matei ou eu ativaria minha maldição.
—Obrigado, agora esqueça o que aconteceu, vai pra dentro tome uma bebida.- Eu o compeli.
Estou menos irritada, mais confortável, mas ainda morrendo de tédio.
—Não é de bom tom uma dama sair desacompanhada.- Disse o Bingley.
—O que eu faço ou não faço, não é da sua conta. E eu sei cuidar de mim, melhor do que pensa.- Disse dando dois tapinhas no ombro dele.
—A senhorita joga cartas?
—Jogo, mas prefiro não.
—Porque motivo?
—Porque eu sempre ganho de lavada. E os hu... homens não se... não aceitam quando perdem. E dá barraco toda vez.
—Barraco?
—Certo. Briga.
—Oh! Mas, eu lhe desafio a ganhar de mim.
—Faça isso não. Não vai gostar do resultado.
—Então, não aceita o meu desafio?
—Quer saber? Aceito. Só pra ver você... quer dizer, o Senhor quebrar a cara. Bora lá meu filho.
Quando eu sentei na mesa com os caras tudo na minha volta, eles riram. Mas, vou arrancar esses sorrisos das caras deles rapidinho.
P.O.V. Senhor Darcy.
Por Deus! Ela ganhou sete rodadas seguidas!
—Está trapaceando!
—Se considera ter inteligência superior e sorte no jogo trapaça, então pode apostar.
—Inteligência superior? Uma mulher...
—E dai que eu sou mulher? Já chega. To cansada disso. Boa noite senhores.
—Espere um pouco! Eu quero uma revanche!
—É melhor não. Fica pra outro dia.
Ela se levantou e o Senhor Cleiton avançou sob ela. Péssima ideia.
P.O.V. Sebastian.
Não nego e nem nunca negarei que gosto de ter muitas damas para me satisfazer e não estou falando apenas de sangue. Gosto do prazer da conquista e as damas do século vinte e um são fogo puro. Mas, nenhuma tem mais fogo do que a jovem Fênix. E parece que não sou o único homem interessado em ter um pouco deste fogo.
Sou mesmo um homem com a alma despedaçada, não gosto de deixar as pessoas entrarem, mas ficar solitário também é ruim. Agora a jovem Fênix sumiu. Está perdida pelo tempo. E a mãe está desesperada para encontrá-la. Elizabeth como uma boa amiga está fazendo tudo em seu poder para ajudar a mãe a reencontrar a filha. Gosto de Elizabeth porque apesar de sua gentileza, ela é tão quebrada, despedaçada e desajustada quanto eu. Isso ninguém mais tem. Nem Amara, nem Jean.
Jean. Mas, que nome para se colocar numa criança. As pessoas do século vinte e um nomeiam seus filhos em função de revistinhas coloridas. Tudo bem, elas são muito bonitas e vibrantes. Mas, por Deus! São revistinhas coloridas!
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Legacies New Version
FantasyTive essa ideia assistindo Once Opon a Time. Vou aproveitar algumas oportunidades que desperdiçaram na série. Hope pulou no Malivore e acabou... adivinhem onde? Era uma vez uma Tribrida.
