P.O.V. Doutora Carlton.
Estou lendo o diário científico pessoal de Leonardo Da Vinci, porque não como a maioria das pessoas pensa, ele não simplesmente pintou um dos quadros mais famosos da história do mundo, a Mona Lisa. Ele era cientista, inventor, engenheiro, anatomista, pintor, escultor, botânico, poeta, músico e matemático.
—Veja, é um esboço do homem vitriviano.
E pensar que além disso tudo ele era também um bruxo. Fórmulas matemáticas absolutamente inéditas. Equações nunca antes vistas.
—Isso é incrível.
Desenhos, anotações...
—Eu me pergunto o que a minha mãe tinha na cabeça pra dar isso na sua mão.
Me virei e ela estava lá.
—Jean. Como entrou aqui?
—Eu não estou aqui. Bem, estou e não estou. Minha mente está aqui, meu corpo está deitado na minha cama, no meu quarto. Traduzindo, Projeção Astral.
—Projeção Astral?
—Uma brecha simples. Aquele ali falta um pedaço.
—O que?
Era estranho, era como se Jean estivesse aqui. Não haviam aqueles efeitos hollywoodianos de fantasma. E ainda assim quando o Carl tentou tocar nela, não funcionou. Ele a atravessou.
—Tem algo faltando. A fórmula não está completa.
Olhei mais de perto e ela tinha razão. Estava tão animada em ter o diário científico de uma das maiores mentes do mundo em mãos que não notei.
—Talvez ele não tenha tido a chance de terminar.
—Você provavelmente está certa. Mas, há algo a mais, algo implícito.
—O que?
—Eu não sei. Talvez ele estava indo longe demais, rápido demais e os ancestrais o impediram.
—Os ancestrais?
—É. Aqueles que vieram antes de nós.
—Eu sei o que a palavra ancestral quer dizer.
—A etimologia pode ser, mas não sabe nem pode imaginar o que isso significa para uma bruxa. Vincent pode ter quebrado a ligação entre os bruxos de Nova Orleans e os ancestrais, mas eles ainda são um Poder a se considerar.
Então, ela fez uma cara...
—O que foi?
—Nada. Eu tenho que ir. Tenham uma boa noite.
Ela sumiu. Acho que ela resolveu.
—Eu acho que ela resolveu. Terminou a equação.- Constatei.
P.O.V. Jean.
Não me admira ele não ter conseguido terminar. Talvez tenha deixado de terminar de propósito. Não é uma equação, exatamente. É, mas não é. É uma equação e um feitiço. Usado para canalizar e armazenar energia cósmica. Energia do Cosmos, do universo.
—Os humanos não construíram a arma. Foram as bruxas.- Eu constatei.
Eu não consegui mais dormir. O diário estava aqui, na Escola Salvatore todo esse tempo, o que significa que um bruxo daqui fez aquela coisa que quase matou a equipe Fênix.
—O britânico. O Diretor. O anel dele... brilha como a arma, como eu.
No dia seguinte fui falar com ele.
—Senhorita Kirby.
—Seu anel. Brilha como a bomba, como eu. Aquela coisa não foi feita por um alienígena, foi feita por você.- Falei.
—Está me acusando de construir uma arma de destruição em massa?- Perguntou o Diretor.
—Estou! O diário de Da Vinci estava aqui o tempo todo. O seu anel tem energia cósmica, a mesma energia que estava na bomba.- Eu disse.
—Tenho que dizer, estou impressionado.
Ele simplesmente confessou?
—Porque construir uma arma?- Perguntei.
—E porque não? Não percebeu? Todo o conhecimento que já compartilhamos com essa raça imunda chamada de humanos... virou uma arma. Demos a fórmula da eletricidade, eles criaram cadeiras elétricas, demos a eles os elementos químicos, eles criaram a bomba atômica. Já que estão tão determinados a se destruir, porque não ajudá-los? Pelo menos, vamos livrar a terra do seu martírio!- Disse o Diretor.
Odeio dizer isso, mas duma forma ele está certo. A humanidade está pouco se fodendo para o planeta. Eles jogam poluentes na atmosfera, lixo nos rios, nos oceanos, as florestas queimando, a devastação sem tamanho. Mas, guerra é guerra. Ela não diferencia culpados de inocentes, bons de maus. As bombas mataram zilhões de pessoas para dizer o mínimo. Cada homem, mulher e criança num raio de sabe-se lá quantos quilômetros.
—Aquela bomba, não era a única, era?- Eu perguntei já sabendo a resposta.
—O que você acha?- Ela fez uma retórica.
Cacete!
P.O.V. Hope.
Eu não acredito. Não consigo acreditar.
-Então, A Escuridão transferiu para dentro da minha filha não nascida uma parte de seu Poder?- Eu perguntei revoltada.
-Foi. Amara colocou uma pequena fração de seu poder dentro da Jean, foi por isso que a gestação foi tão rápida, por isso a Jean foi atingida por toda aquela energia da bomba cósmica e não morreu.- Disse Lizzie.
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Legacies New Version
FantezieTive essa ideia assistindo Once Opon a Time. Vou aproveitar algumas oportunidades que desperdiçaram na série. Hope pulou no Malivore e acabou... adivinhem onde? Era uma vez uma Tribrida.
