Not so Sweet Sixteen

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P.O.V. Lucy.

Minha mãe é médica, ela é geneticista e está muito obcecada com esses vampiros. Tem uma indo na minha escola. Ela é uma aberração total. E eu descubro que meu pai tem outro filho, um filho mais velho que eu, então tenho um irmão. Oh, meu nome é Lucinda Carlton MacGyver á propósito. Minha mãe é Elizabeth Carlton. Estou nervosa com a festa. Passei o dia no cabeleireiro me preparando e agora estou pronta para descer as escadas. Escolhi um vestido de princesa cor de rosa.

P.O.V. Jean.

Experimentei o vestido que minha mãe usou no Miss Mystic Falls, mas não gostei. Quer dizer, é lindo, mas é pesado não tem como dançar direito com tanto tule, então escolhi um mais leve, mais básico. Um longo de cetim prateado então ele é brilhante mas não espalhafatoso. É sinuoso, da pra ver as minhas curvas, tem uma fenda do lado direito, não é tomara que caia, mas não tem mangas compridas. Escolhi um penteado semi-preso com o meu cabelo preso para o lado. E uma sandália prata de salto alto com tiras.

A aniversariante era o meu total oposto. O vestido dela era rosa, bufante, cheio de tule. Mas, acho legal. Cada um com o seu estilo.

O globo estroboscópico estava girando, o globo espelhado, música tocando, o povo dançando. Os quitutes na mesa.

Lucy estava com suas melhores amigas e... cara, eu não quero amigas como aquelas. Estou lendo seus pensamentos e elas estão com inveja, estão soltando veneno de todas as formas humanamente possíveis.

Lola, Belle de Isabelle e Cami. De Camile. Meu avô teve uma amiga/namorada/ terapeuta que chamava Camile. Acho que aquela era uma pessoa legal.

—Com licença?

—Pois não?

—Você é a Jean Kirby, certo?

—Sim.

A mulher loira com o cabelo claramente tingido, mas muito bem tingido e um vestido tubinho branco pra lá de elegante perguntou. Ela era mãe da aniversariante.

—Eu sou...

—Doutora Elizabeth Carlton, geneticista e mãe da Lucinda Carlton. A aniversariante. Eu sei. É um prazer.

—Igualmente.

Eu senti o cheiro.

—Sua filha acaba de cometer um erro muito grave.

—O que?

—Tem muitos deles. Isso é uma emboscada.

—O que?

Consegui contar uns vinte no mínimo. Eles devem ter compelido a humana a convidá-los a entrar ou ela é só descabeçada mesmo. Estão aqui pelos convidados. Vai ser um massacre, um buffet self-service.

Então, as luzes apagaram, a música parou de tocar.

—Fique parada. Não corra.

—O que isso quer dizer?

—Exatamente isso.

P.O.V. Lucy.

As luzes apagaram, estava indo até o DJ para ele concertar, mas começou uma gritaria e era um ataque. Dai... só dava aquela luz laranja.

Ela era como um cone de sinalização humano em neon. O vestido, o cabelo tudo flutuava. E o barulho de ossos quebrando começou a ecoar no meio do caos. Os vampiros caindo estatelados.

—Ela tá matando eles.

—Temporariamente, sim. É tempo o suficiente para tirá-los daqui.

Ela arrastou os cadáveres dos vampiros pra fora e eles foram carregados por outros vampiros.

-Vão ver se tem alguém ferido. 

-Acho que já chamaram a emergência.

-Sim. Chamaram, mas vamos prestar socorro mesmo assim.

Carros de polícia, ambulâncias, pessoas sendo socorridas por vampiros, lobisomens, bruxas e humanos.

A minha festa foi um fiasco. Virou o assunto do colégio, mas não de um jeito bom. Ninguém falou de mim, só dela. Jean Kirby!

Legacies New VersionHistórias para pegar e não largar. Descubra agora