Adeus vovô Rumple

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P.O.V. Jean.

O meu avô o Senhor Gold ou Rumplestilstiskin para aqueles que sabiam ou sabem a verdade, faleceu. Como ele passou a adaga para a guardiã, todos os anos, os séculos que ele passou usando magia negra se voltaram contra ele. Seu coração ficou negro, quase sem luz nenhuma, e num mundo sem magia de conto de fada, ele acabou morrendo. Seus órgãos entraram em falência, entre outros termos técnicos que os médicos inventaram.

Então, agora vamos fazer o funeral. Nós velamos o corpo, choramos muito.

Enterramos o meu avô no túmulo ao lado do da vó Bella e do tio Bae. E selamos o caixão com um feitiço antes disso. Nós choramos tanto, nunca pensei que fosse capaz de produzir tantas lágrimas na minha vida.

-Adeus vovô. Obrigado por nos ensinar todas aquelas coisas. Nós te amamos.

Disse deixando um buquê de flores nos túmulos deles. Toda a família se reuniu.

Eu, minha filha America, meu marido Guideon, Emma, a nossa Hope Jones, Regina, meu primo Henry, a esposa dele a Jacinda ou Cinderela, a filha deles Lucy.

-Eu pensei que sua família fosse imortal. Isso não implica que não se pode morrer?

-Até seres imortais podem encontrar uma maneira de morrer eventualmente, Maxon. Até porque, nada é verdadeiramente imortal. A natureza não permite tal coisa, todo feitiço tem uma falha, uma brecha e todo ser tem uma fraqueza. Algo que pode destruí-lo, matá-lo, tanto faz. Um calcanhar de Aquiles.

P.O.V. Maxon.

Estar no funeral de um imortal que viveu mais vidas do que eu consigo contar. Numa dimensão que não é a minha.

Acho que nunca estive num funeral.

Quando os ritos funerários acabaram, America me levou para...

-Mystic Grill?

-Eu vou honrar a memória do meu avô e tomar um copo de uísque. Bem, vários na verdade.

-Quem é Aquiles?

-É um personagem de um livro. Aquiles era um guerreiro, ele era o mais corajoso, o mais belo, o melhor lutador, exércitos inteiros recuavam ao som de seu nome. Mas, ele não era só isso. Quando Aquiles era bebê, sua mãe o afundou numa fonte mágica e pediu aos Deuses que o protegessem, que o fizessem invulnerável e eles fizeram. O problema foi que quando a mão afundou o menino na fonte, ela  o segurou pelos calcanhares, então... a água não os molhou.

-E?

-E que eles viraram o ponto fraco, a brecha, a falha. Por anos Aquiles tomou flechadas no peito, no tronco e as flechas nunca o feriram, mas ai ele foi para Troia lutar na guerra e durante a batalha final, o Príncipe de Troia, Paris... deu-lhe uma flechada no calcanhar e isso o matou. 

-Porque os calcanhares não haviam sido molhados na água da fonte e portanto eles ficaram desprotegidos. Vulneráveis.

-Exatamente.

-E o que pode matar o seu avô?

-Ele desistiu da adaga, a adaga que fazia dele O Senhor Das Trevas e portanto um imortal. Meu avô Rumple passou séculos praticando as artes negras, magia negra e toda magia, especialmente magia negra tem um preço. Todos estes séculos de magia negra, se voltaram contra ele, contaminaram todo o seu sistema, o seu corpo. Obscureceram seu coração, causaram a falência dos órgãos e basicamente, em termos leigos... a magia o consumiu.

Disse virando uma dose de... uísque.

-Até a sua magia tem um preço?

-É claro. Até a magia desta dimensão tem um preço, por mais que não pareça. Quando a minha vó materna Esther fez o feitiço que transformou meus pais em vampiros e o meu bisavô num híbrido... isso lhe custou tudo. Lhe custou sua família, sua sanidade, seu marido. Tudo bem, o Mikael era um louco, um Viking bruto e imbecil. Mas, no princípio eles eram felizes. Uma família tentando sobreviver numa época e lugar onde era muito difícil fazer isso. Meus avós vieram pra cá fugindo de uma praga que assolava a Europa. Já haviam perdido um filho para a doença. E então, já aqui eles perderam outro filho. Meu tio Henrik que morreu estraçalhado por um lobisomem. Então... minha vó fez o feitiço, contra todos os avisos de sua amiga a bruxa Ayanna, ela fez o ritual e a natureza revidou. Para cada força haveria uma fraqueza equivalente, as chamadas falhas. Minha vó achou um jeito para "se livrar" de todas elas. Criou os anéis, queimaram a árvore do Carvalho branco, ela amaldiçoou o vovô Klaus fazendo ele ser só um vampiro e acabou morta. O vovô Klaus a matou, por vingança. No fim, meu avô Klaus achou um jeito de quebrar a maldição que o impedia de ser um híbrido. A natureza primeiro fez uma nova árvore do Carvalho branco. Mas, eles queimaram a madeira, ainda assim... uma estaca sobrou. E mesmo depois da vovó Esther ter feito ela ser indestrutível, ela foi destruída e a natureza liberou um Poder ainda maior, um mal ainda maior que conseguiu dar cabo da minha família.

-Mas, pelo o que seu Klaus Mikaelson está vivo.

-Ele foi trazido de volta. Ele e o tio Elijah. Até hoje ninguém sabe por quem.

P.O.V. Narrador Onisciente.

Klaus e Elijah Mikaelson foram trazidos de volta por um mal maior. Maior do que tudo o que já foi visto. Maior do que Esther, do que A Fada Negra, maior até do que o Próprio Senhor das Trevas. Um mal antigo, disfarçado de amigo.

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