P.O.V. Briar.
Fiquei é claro, bastante nervosa já que não vou dançar num evento qualquer. É o casamento da dona do buffet onde eu trabalho. Sapateado irlandês. Estava usando um vestido azul, cheio de lantejoilas, meia calça preta, o sapato apropriado e tinha uma tiara que parecia feita de estrelas do mar. Eu nasci em Sidney, na Austrália e tenho vinte e dois anos. Fiz cursos de Hip-Hop, balé clássico, dança contemporânea e é claro... sapateado. Americano e irlandês.
Eles gostaram. Ouvi os aplausos e fiz uma reverência saindo do palco. Coloquei meu uniforme de garçonete de volta e voltei a servir os convidados. Estava saindo com uma bandeja cheia de taças de champanhe quando me passam uma rasteira e eu caio com tudo no chão. Ai é uma confusão. O vidro das taças corta a minha mão e os convidados vampiros ficam... alucinados. Estou perdida!
—Controlem-se!- É o cara de terno.
Eu me levantei e sai andando devagar enquanto a confusão se armava lá na festa. Me lavei no banheiro, fiz uns curativos no braço, passei uma pomada e fui dar uma volta pela propriedade. Não sou folgada, nem nada, mas não podia voltar lá sangrando com todos aqueles vampiros e híbridos no local. Eu admito que fiquei com medo. Me sentei na grama do campo de golfe do clube de campo e fiquei pensando na vida.
—A senhorita está bem?- Ouvi aquela voz, a voz masculina que assombra os meus sonhos.
—Estou bem. Você está?- Falei me dirigindo ao homem de terno.
—Estou bem. Posso curá-la se me permitir.- Ele ofereceu.
—Como?- Perguntei desconfiada.
—Sangue de vampiro pode curar qualquer ferimento.- Disse ele.
—Não, obrigado.- Eu recusei.
—Não precisa beber. Posso injetar.- Falou o homem.
—Como sei que não vai me injetar alguma droga?- Indaguei.
—Eu nunca faria isso.- Ele disse.
Contrariando todos os meus instintos, deixei ele injetar o negócio em mim e meus braços param de arder. Quando tirei as bandagens fiquei tipo...
—O que?! Isso é incrível! Obrigado.- Disse um sorriso.
P.O.V. Elijah.
A semelhança era incrível. Elas eram como Doppelggangers. Deus abençoe o dia em que Caroline decidiu abrir o buffet Toque do Sol.
—Se me permitir, gostaria de saber mais sobre você.- Eu disse.
Ela havia nascido na Austrália, em Sidney, tinha vinte e dois anos e seu sonho era ser uma dançarina de sucesso.
—Sempre gostei de dançar, me deixa feliz e trás felicidade para as outras pessoas também.- Disse a senhorita Hall.
—E como uma dançarina tão talentosa acabou como garçonete?- Perguntei.
—Minha mãe era muito... descabeçada. Gostava muito de namorar, ela não tinha juízo nenhum e meu pai ele era... manguaceiro. Um encostado, não servia pra nada e era assim moreno que nem eu. Ai quando a Kimberly nasceu branca e loira... ele se mandou. Nem quis saber se a menina era filha dele. Minha mãe veio pra cá por causa de homem e como a gente era de menor, não tivemos escolha a não ser vir junto. Ai um dia... ela sumiu. Foi embora, correr atrás de outro homem.- Disse Briar.
—Kimberly é sua irmã?- Perguntei.
—É. E quando a minha mãe... largou a gente pra sumir no mundo eu ficava tentando entender. Como é que uma mãe... larga duas filha pra trás? Uma ainda por criar. Porque a Kim era bebê. Mas, tem gente que é assim mesmo. Egoísta, só pensa em si. Tá nem ai pro os outro.- Lamentou-se a senhorita Hall.
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Legacies New Version
FantasíaTive essa ideia assistindo Once Opon a Time. Vou aproveitar algumas oportunidades que desperdiçaram na série. Hope pulou no Malivore e acabou... adivinhem onde? Era uma vez uma Tribrida.
