Como ele nunca esteve assim?

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Izuku On:

Chego da minha corrida matinal, a qual resolvi fazer para não ter que ficar em casa.  Tem tanta gente nela que eu me sinto desconfortável com aquela movimentação toda. Foi a semana inteira assim; várias caixas espalhadas pela casa e funcionários da empresa de transporte a cada segundo tirando alguma coisa. 

No primeiro dia foram os carros. No segundo, alguns móveis, já que meu pai resolveu comprar tudo de novo. No terceiro a casa já estava praticamente vazia, só faltava o meu quarto, mas esse eu avisei que eu mesmo guardaria minhas coisas. Não que eu não confie neles, afinal é uma empresa séria, porém eu me sinto desconfortável em saber que tem pessoas tocando minhas roupas, principalmente minhas peças íntimas. Só de pensar eu já coro.

Distraído em meus pensamentos, acabo trombando em um funcionário, o qual carregava uma caixa. Quase morro de vergonha e peço mil desculpas. Ele pareceu não se importar, na verdade, nem deu bola, só seguiu seu caminho levando o objeto. Após esse momento constrangedor, vejo meu pai no meio da sala — que agora está vazia — conversando com umas das decoradoras. Ele estava tão concentrado que nem me viu passar por ele e ir direto para meu quarto. 

Não vejo a hora de tomar um banho e trocar de roupa; essa que estou usando está toda suada pela a corrida. Uso um shortinho curto verde escuro que marca bem minha bunda e uma blusa moletom verde claro que vai até o meio da minha barriga. Adoro ela pois  deixa minha cintura fina à mostra. “Talvez eu goste um pouco de aparecer", e não posso esquecer do tênis de corrida verde com a meia verde também. Eu já disse que amo verde? Bom, se não... EU AMO VERDE.

Já estava com a mão na maçaneta para abrir a porta, mas antes disso sinto meu celular vibrar na minha cintura, pois gosto de deixá-lo na frente enquanto ouço música. Pego-o — ainda parado — e sorrio ao ver quem é.

Ligação On:

— Oi, Kiri! Achei que você não fosse ligar... vai vir para cá que horas? — digo sorrindo, ainda parado na porta.

— Oi, Deku. Então, foi por isso que eu liguei. Foi mal, mano, mas não vai dar para eu ir... — sua voz soa triste.

— Ah não, Kiri... você prometeu! — faço a voz mais manhosa que consigo.

— Eu sei, Deku, mas eles me chamaram para proteger umas criancinhas de um psicopata. Provavelmente vou ficar por lá alguns dias, ou até pegarmos ele.

— Eu também sou uma criancinha que precisa de proteção contra psicopatas! Como eu vou me mudar sozinho sem ter um herói para me proteger? — digo brincalhão e com um pouco de chantagem na voz.

— Você tem o All Might. — diz cansado.

— Ele se bandeou para o lado Inimigo.

— Deku, assim que pegarmos ele, eu vou aí ficar com você, prometo.

— Jura de dedinho? — mesmo ele não podendo ver, levanto o mindinho.

— Juro.

— É bom você acabar com o vil… AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! — grito assim que abro a porta do meu quarto, derrubando Kirishima do outro lado da linha e chamando atenção de meu pai, o qual apareceu na mesma hora, assustado.

— Izuku, o que houve?! — me olha preocupado.

— P-a-ai, cadê as MINHAS COISAS?! — grito irritado olhando para o quarto agora vazio.

— Ah... — coça a nuca sem graça. — eu esqueci de avisar a eles que você ia arrumar suas coisas e, bem... levaram tudo enquanto você estava fora.

Meu Eterno RivalOnde histórias criam vida. Descubra agora