É uma guerra!

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Autora On:

Depois da chegada inesperada de Kirishima, dá para se dizer que o resto da noite se resumiu em uma dupla de amigos que não se desgrudaram, soltando apelidos fofos a cada fala, e um trio de garotos com cara fechada, não aguentando ouvir tanta baboseira.  Definitivamente, o tipo de amizade que Izuku e Eijirou tinham, os três nunca iriam ter, não pela parte da amizade em si, mas sim toda a docura exagerada, coisa que nem um dos três eram.

Como era dia de semana, todos os jovens tinham que voltar para suas atividades do dia-a-dia, já que essa era a última semana de aula antes das férias, coisa que o trio rabugento não via a hora de chegar. Atualmente estavam os três em seu local de costume, sentados no banco do pátio da escola, curtindo o intervalo e aproveitando também para ficarem longe de dois garotos irritantes ao seu ver, já que tanto Denki quanto Bakugou estavam hospedados na casa de Shoto, além de Kirishima, coisa que o bicolor tinha certeza que Izuku havia feito apenas para provocá-lo.

Shoto On: 

— EU NÃO ‘TÔ AGUENTANDO MAIS! Se aquele anão me olhar torto de novo, eu juro que o congelo. — digo frustrado, puxando alguns fios de cabelo para trás.

— Se você for fazer isso mesmo, me chama, que vou explodir o amiguinho dele. — Bakugou diz irritado me olhando.

— Ei, era para você dizer que vai me impedir, não me apoiar. — digo zombeteiro.

— Se fosse só o anão, ainda dava, mas aquele ruivo idiota... HAAA! — grita irritado. — Odeio ruivos! — encaro-o, arqueando uma sobrancelha. — Menos você, é claro, meio a meio de merda. — suspiro cansado, encarando o céu enquanto penso em como a minha vida é uma droga, até ouvir as ideias geniais de Denki, as quais nunca dão certo.

— Shoto, eu estava pensando, por que você não lida com isso com outra perspectiva? — olho para ele sem entender.

— Como assim? Que perspetiva? 

— Bom, o seu atual problema é que você não pode bater nele, né? — Denki me olha pensativo.

— Resumindo tudo, sim, mas o que tem? — me ajeito ao banco junto de Bakugou, prestando atenção em suas palavras.

— Me responda, Shoto. O que é melhor do que bater em alguém? — me pergunta com um sorriso diabólico.

— Sei lá... humilhar? — digo inseguro.

— Isso, exata resposta! E como você, especificamente você — aponta para mim. —, com seus fetiches esquisitos, humilha as pessoas? — espera minha resposta.

— Provocando... torturando... mas o que as minhas transas tem a ver com isso? —  olho-o sem entender.

— É, Pikachu, eu também não ‘tô entendendo nada. — Bakugou comenta irritado.

— Meu Deus, depois eu é que sou o burro do grupo. — diz revirando os olhos. — Provoca ele, Todoroki! Faz ele te desejar, querer te pegar, quem sabe até com sorte faz ele se apaixonar. Não tem humilhação melhor do que se apaixonar pelo inimigo? — diz sorrindo de lado.

Nesse momento minha mente se abre com suas palavras, formando um sorriso diabólico em meu rosto, imaginando tantas coisas que posso fazer, tantas provocações, tantos momentos constrangedores, que vai acabar com a pose de superior daquele infeliz.

— Dessa vez você deu uma ideia maravilhosa, Kaminari. — digo sorrindo de lado.

— Eu sempre dou ideias ótimas, — exclama convencido.

— Pela sua cara você já sabe o que vai fazer para provocar o nanico. —  Bakugou diz me olhando.

— Sim, já tenho umas idéias, mas vou precisar da ajuda de vocês. 

Meu Eterno RivalHistórias para pegar e não largar. Descubra agora