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Meu dia estava mais veloz que corrida de formula 1, Miranda dava ordens atrás de ordens, mal olhava para minha cara e isso estava me irritando demais. Passamos o dia anterior quase todo fodendo, a noite também e no dia seguinte ela me tratava assim?

Eu não sei o que ela estava pensando e nem estava muito disposta para tentar compreender, eu realmente estava muito incomodada e as bolhas que estava nascendo em meu pé por causa de tanto correr de um lado para o outro contribuía ainda mais para essa irritação crescer dentro de mim.

Nos poucos minutos que eu ficava livre, eu me perguntava se deveria perguntar se havia acontecido alguma coisa, mas analisando tudo que aconteceu ontem, eu senti que ela ficou diferente depois que eu falei que por mim, a gente viveria para sempre naquele quarto de hotel. Sorrio em nervoso da minha idiotice, eu sei que sempre fui emocionada, que falo com tanto desejo que parece que quero atropelar as coisas, talvez eu precise ser menos intensa, principalmente quando o assunto é Miranda Priestly, e talvez isso possa ter assustado ela, mas eu realmente só estava brincando.

— Terminando o relatório você já pode ir, Andreah! — Emily profere organizando sua mesa. Ela sempre deixa tudo pronto para o dia seguinte.

Apenas balancei a cabeça em concordância voltando a minha falsa atenção para o relatório diário. Mais alguns minutos e, Emily se despede de mim.

Agora só estamos nós duas, sinto vontade de ir até ela, mas me sinto constrangida, ela me evitou o dia todo, e eu ainda sou sua funcionaria, preciso mostrar a ela que não vou misturar as coisas, eu sou uma adulta e como uma pessoa adulta, preciso agir com maturidade.

— Casaco, bolsa! — Ela profere altiva olhando de cima, me fazendo sair dos meus devaneios.

Imediatamente vou em direção as suas coisas. Ajudo a vestir seu casaco e entrego a bolsa, ela faz menção de sair ignorando a minha insignificante existência e então em um ímpeto chamo sua atenção.

— Quando a gente pode se encontrar de novo? — Mordo meu lábio em pura tensão, não me sinto segura de fazer essa pergunta.

— Você — Ela reaproxima falando em seu tom mais baixo. — está ciente de que ninguém nunca poderá saber do que aconteceu. Certo? — Ela eleva uma das suas sobrancelhas muito próxima de mim.

— Claro, Miranda, já conversamos sobre isso. — Falo tímida me sentindo acanhada com a postura dela.

— Ótimo! — Ela se vira para sair.

— Miranda! — A chamo.

— Isso é tudo! — Ela fala sem parar, sem olhar para mim.

Eu sorrio sem jeito, sinto meus pulmões enchendo-se de ar e o libero pela boca na tentativa de não sentir tanta dor na boca do meu estômago.

Eu queria o que? Que depois de ter me entregado como uma vadia qualquer para ela, ela iria querer algo serio comigo? Talvez eu devesse ter sido mais comportada... Mas eu tirei a virgindade dela, eu vou ser uma figura importante na vida dela né?

Sento-me na minha cadeira odiando por ser a última a ir embora, o silêncio todo me faz sentir solitária e automaticamente me faz pensar ainda mais na Miranda e na busca incessante de saber por que ela está tão estranha comigo.

Termino meu relatório sentindo meus olhos arderem de sono. Antes mesmo de sair do prédio vejo que cai a chuva fina do céu de Manhattan, reviro os olhos, normalmente eu sempre ando com uma capa de chuva na bolsa, mas como passei a noite fora com Miranda acabei esquecendo.

As gostas geladas caem em minha cabeça que estava quente de tanto pensar e também pela dor de cabeça por causa do sono perdido ou pelo dia corrido, me faz arrepiar e apressar os passos.

Eu sempre achei chuva à noite mais sombria, tudo de ruim pode acontecer diante de uma fina chuva, o primeiro espirro vem antes mesmo de eu conseguir chegar ao metrô, reviro os olhos para a minha imunidade. Eu não posso resfriar de maneira alguma. Quem trabalha para Miranda Priestly não pode ficar doente.

Dentro do metrô quase vazio sento-me solitária em uma dos bancos bem no final do vagão. Uma mulher me olha com a cara de julgamento, seu pensamento provavelmente é que ela esteja me achando uma idiota por andar sem um guarda-chuva ou uma capa nessa época do ano. Eu também estou me sentindo idiota, por tanto motivos, fecho os olhos e deixo minha cabeça escorar no banco, eu estou me sentindo tão cansada.


Notas da autora:

Vcs me aperrearam tanto para continuar essa historia que se agora vcs não comentarem muito eu vou dá um final triste pra ela ksksksks TD depende de vcs agora.


RecônditoOnde histórias criam vida. Descubra agora