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BIANCA POV

— Amoorrr — choramingo quando Thur atende a ligação — Tu já voltou pra casa ou ainda tá fazendo o trabalho? To no tédio, não tenho nada pra fazerrrr

— Fala braba, to jogando bola com os cara e com a Alice aqui, cansasse de dormir foi? — ele responde e eu faço careta lamentando o fato dele estar ocupado.

— Pra você ter ideia, cansei até de dormir — respondo.

— Por que cê não abre live então? — ele sugere.

— Preguiça — falo fazendo careta.

— Aí é pica — ele diz aparentemente sem saber o que falar.

— Vou chorar — falo quando sinto meus olhos lacrimejarem e rio fraco.

— Oxe endoidou foi? Chora não amor — Thur diz.

Nossa que lindo, não vou chorar só porque você disse pra eu não chorar, como eu não pensei nisso? Uau Thurzin revolucionário.

— Saco, raiva, tédio, preguiça, ódio, estresse, choro — listo tudo que to sentindo enquanto reviro os meus olhos o máximo que consigo.

— Bibs sua mita — ele me chama — Fica brava, chora não, não me mata não — ele diz rindo — Vou voltar pro jogo tá?

— Vai lá, abandona sua namorada triste por diabo de futebol — reclamo e bufo, me deitando na cama.

— Oh, não é bem assim — ele me responde.

— Tá bom tá bom, tchau Arthur — falo emburrada.

— Meu amigoo, hoje tá difícil viu? Cê tá psicopata demais cara — ele reclama — Qual foi? Fiz nada eu ein.

— Tá bom caramba, eu to dizendo tchau — respondo.

— Calma amor, tchau te amo — ele diz e eu desligo sem o responder.

Me levanto e vou bater na porta do meu irmão, esperando ele me deixar entrar porque sou uma garota educada.

— To no tédio então vou comer, vem comigo? — chamo.

— Comer aonde? — ele pergunta.

— Na cozinha né, tá achando que eu cago dinheiro pra te levar em restaurante? — pergunto.

— Mas nossa tia chata tá aí sua anta — ele me responde em sussurro — Tá faltando neurônios na sua cabeça é? Se a gente descer mãe vai mandar a gente ficar conversando com ela.

— Oh inferno, eu não tenho um minuto de paz não é possível — reclamo falando mais baixo — Vamos comigo por favor, to com fome — peço fazendo a cara mais fofa que consigo.

— Indo né, fazer o que — ele diz se levantando da cama e passando o braço pelo meu pescoço, saindo do quarto dele.

— Oi meus amores, tão lindo vocês dois vindo aqui juntos, tão carinhosos um com o outro — ela diz e minha mãe ri baixinho, eu só olho pro meu irmão e prendo a risada.

Coitada.

— Sim tia, não sabia que a senhora tava aqui, se não tinha vindo a mais tempo — falo indo abraçar ela — Vim só pegar uma comidinha, to com fome.

— Fome ou sem nada pra fazer? — minha mãe pergunta semicerrando os olhos e eu dou uma risadinha.

— Ah mainha, pena né — brinco.

— Sotaque fofo o de vocês duas né — minha tia fala e eu encaro minha mãe com cara de deboche.

Meu pai nasceu aqui em Curitiba e minha mãe no nordeste, aí os dois doidos pra "ficar justo", fizeram o parto do meu irmão aqui e o meu na cidade de mãe.

Essa perturbada sempre tenta corrigir o nosso jeito de falar e agora vem chamar de fofo? Tem que ter coragem.

— Vou comer — falo já indo atrás do meu irmão que tinha se entocado na cozinha a muito tempo.

— "Se eu soubesse que você tava aí tinha vindo a mais tempo" — meu irmão fala afinando a voz — Mentirosa — ele xinga e eu gargalho.

— Amo minha tia o que posso fazer? — falo sonsa — Misto quente por favorr — peço pra ele fazer e o mesmo só dá de ombros e pega o queijo.

— Quando eu cheguei mãe tava falando do Thurzin com ela — Meu irmão comenta e eu arregalo os olhos.

— Pronto, do jeito que é fofoqueira amanhã mesmo metade do planeta já sabe — reviro os olhos.

— Na real ela tava falando que achava melhor não contar pra ninguém porque é um namoro de criança que não deve durar muito e vocês influenciam pessoas demais pra anunciar coisas tão banais — ele diz e eu respiro fundo.

Tem como amar uma praga dessas? Nem o satanás deve querer.

— Ela devia ir tomar no olho dela isso sim — reclamo — E mãe?

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2° dia de maratona - 1/4

A nova contratada| Loud Thurzin Onde histórias criam vida. Descubra agora