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BIANCA POV

— Foi horrível — reclamo — Acho que se ele perguntasse meu nome eu não ia saber responder — choramingo.

— Você tem que aprender a se virar, quando eu morrer vai fazer o que? — ela pergunta — O lado bom é que eu consegui resolver com ela e com o João.

— MENTIRA — grito animada — Vai dar certo?

— Sim — ela responde destravando o carro — ele vai e vem junto com vocês pra São Paulo de carro.

— eu.. vou.. MORRER — falo pausadamente, gritando o 'morrer' para dar mais ênfase — Mas vai dar certo mesmo? Assim do nada? — pergunto.

— Tá achando ruim? — Minha mãe pergunta já sem paciência, credo.

— Vamos combinar que não é normal eu te pedir pra viajar pra um lugar que é sei lá quantas horas de distância sozinha e você deixar facin facin — digo.

— Facin facin nada, fiquei uns quarenta minutos no telefone resolvendo isso — ela diz.

Eu não sabia nem que a consulta tinha demorado isso tudo, mas não duvido porque pra mim foram anos luz de tortura naquela sala.

— To feliz — digo fazendo uma dancinha com os braço e abaixando o vidro do carro pra sentir o vento na minha cara — Se começar a tocar uma música em inglês agora eu vou me sentir em um filme.

— Quero ver ficar animada assim quando passar da quinta hora na estrada — ela diz rindo da minha cara.

— Eu vou com o Thur lá atrás, a gente vai dormindo o caminho todo — falo.

— Você falou com o médico sobre isso inclusive? Não é normal parecer que ao invés de tomar água você tá tomando sonífero — minha mãe brinca.

— Falei, ele disse que é porque sou uma idosa — respondo também brincando.

— 14 anos mas com disposição de 99 anos — ela diz, negando com a cabeça — Vou te colocar pra fazer algum exercício pra ver se você acorda.

— Ih mãe, tá de brincadeira? Eu me canso até na aula de educação física — falo.

— O Thur faz academia, você devia seguir o exemplo do seu namorado — ela tenta me convencer.

— Faz nada aquele preguiçoso — digo rindo.

— Faz sim ele me falou um dia — ela fala.

— Aquele palhaço quer pagar de bom exemplo, só o que me faltava — falo rindo.

— Sabe quem falou comigo esses dias? — ela pergunta, mudando de assunto — O Biel — ela diz antes mesmo de eu tentar advinhar.

— Queima — falo fazendo careta.

— Mas ele não era seu melhor amigo? — minha mãe pergunta debochando e eu dou uma risadinha fraca.

Ai ai.

— Era sim mas agora não é mais sabe? — respondo sonsa — A amizade desgastou.

— Sei, nasci ontem né? — ela fala revirando os olhos.

— Não revira os olhos enquanto dirige pelo amor de Deus — imploro e escuto ela gargalhar.

— Foi automático — ela justifica e eu dou de ombros, afinal não posso julgar.

— Gabriel falou o que? — pergunto curiosa, afinal não é todo dia que um defunto ressurge.

— Ah, falou que tava com saudades da gente e que lamentava não poder mais ir lá em casa e passar horas conversando — diz depois de um tempinho de vácuo  — Deu saudades disso também, ele era tão bonzinho.

— Oh se era — ironizo — Tão bonzinho que até padre repreendia — falo por fim escutando a mulher ao meu lado gargalhar.

Não ri, não ri.

Sinto meu celular vibrar sob minha perna e vejo que era Thurzin ligando, me fazendo o atender e levar o celular ao meu ouvido o mais rápido que consigo.

— Fala tu — digo.

— Como assim São Paulo sua louca psicopata? — ele pergunta e eu dou risada, imaginando a cara de assustado que ele deve tá fazendo.

— Amou? Porque eu sim — digo.

— Vou começar a mandar você pedir pros meus pais pra eu sair — ele diz — Nem fudendo que eles deixariam do nada eu viajar pra São Paulo, só deixaram porque você vai, certeza.

— E minha mãe ainda tem coragem de dizer que você que é o exemplar da nossa relação, eu sofro né? — faço drama e sinto ela tapear meu braço.

— Nem acredito que a gente vai mesmo fazer isso, porque tu não me avisou nada antes misera? — ele pergunta.

— Porque eu tive essa ideia a no máximo uma hora e meia, você tava treinando até cinco minutos atrás — respondo — E você é muito meu gado, eu sabia que ia concordar.

— Ih qual foi? Tá de troia? — ele pergunta — Gado nada — o menino se defende e eu rio.

— Vou desligar, quando chegar em casa a gente se fala mais — digo.

— Ta bom — ele concorda.

— Aliás me lembra de te falar do Gabriel — falo.

— Que Gabriel? — ele pergunta e eu desligo, só pra perturbar o coitado.

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acabando com toda minha reputação de boa moça no nosso grupo checkkkkkkk

pra quem ainda não entrou é só ir no meu mural que tá lá o link, por mais  que a cada dois minutos eu me perca na conversa pela quantidade de mensagem, esse grupo tá tudo juro -

point das autoras, quem amou? eu

Qual tua cor preferida?

| azul que começa com a de anja, que é o que eu sou

A nova contratada| Loud Thurzin Onde histórias criam vida. Descubra agora