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BIANCA POV

— MEU DEUS, QUE SAUDADES QUE EU TAVA! — exclamo correndo para abraçar meus gatinhos, que dormiam deitados no sofá.

— Esqueceu da gente, dona Bianca? — Minha mãe pergunta, me fazendo olhá-la de relance.

— Eu acho que se fazer de doida é sempre uma boa opção, mamãezinha — respondo, parando de fazer carinho nos meus animais para ir até ela.

— Eu sofro — ela faz drama, revirando os olhos.

— Fiz churrasco — meu pai comenta quando entra em casa empurrando minha mala.

— Almocinho atrasado, quero — comemoro.

— É comida, também quero — meu namorado se auto convida a ficar.

— Só vou guardar isso no quarto — falo, apontando para a mala.

— Eu ajudo com os monitores — Thur se oferece, pegando um dos aparelhos e indo até meu quarto sem me esperar.

Olho para o meu cunhado, me certificando de que ele não se sentiria desconfortável em ficar sozinho com os meus pais, afinal eles não tem tanta intimidade.

— Vou ligar para minha mãe — ele avisa, dando de ombros.

Empurro a mala até o final do corredor, vendo meu namorado deitado na minha cama quando entro no meu quarto.

— Ei, folgado! — implico, me jogando ao seu lado.

Me viro para o lado, tendo visão do menino cochilando.

Paço o meu dedo polegar pelas suas bochechas levemente vermelhas, acariciando o local e vendo Arthur abrir os seus olhos lentamente, me permitindo ver com clareza sua cara de cansaço.

— Sonin' muito — ele sussurra, me puxando para um abraço.

— A gente tinha que conversar, você não lembra? — pergunto, mantendo meu foco.

— Mas agora eu tô com sonin' muito, princesa — ele desconversa, depositando um beijo na minha testa.

É oficial, eu não tenho moral e muito menos estruturas para lidar com esse menino e com o fato dele ser absolutamente perfeito.

— Você sabe que não vai fugir, certo? — pergunto.

— Eu não sei nem do que tenho que fugir, para falar a verdade — ele responde.

— Sonso — sussurro, mas pela pouca distância das nossas bocas ele claramente tinha escutado.

— Sonso não, só sou meio burrinho — ele explica, se mexendo para uma posição mais confortável.

Por alguns segundos também sinto vontade de dormir ou no mínimo ficar três horas deitada apenas aproveitando a companhia dele, mas retorno a realidade, me torturando a levantar da minha confortável cama e me soltar do abraço apertado de Arthur Fernandes.

— Vamos, eles já devem estar nos esperando para comer — falo, estendendo minha mão para ajudá-lo a levantar também.

— Não quero, sua chatona — ele choraminga.

— Levante logo, criança — digo, sendo ignorada — Então eu vou sozinha — anuncio, saindo do quarto e esperando ele vir atrás de mim, mas isso não acontece.

— Cadê meu genro? — minha mãe pergunta quando eu apareço na cozinha sozinha.

— Foi no banheiro — respondo enquanto coloco feijão no meu prato.

Me sento ao lado de Jota, que já estava na metade do prato.

— Cheguei, meus pits — Thur fala, entrando no cômodo — Cara, você tá comendo macarrão com feijão? — ele pergunta fazendo careta.

A nova contratada| Loud Thurzin Onde histórias criam vida. Descubra agora