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avisei dia 26 de julho ein
BIANCA POV
Sou despertada com o cheiro bom de comida e o barulho de alguém mexendo em sacolas.
Também consigo ouvir o Thur cantando baixinho, quase inaudível, o forró que tocava no carro, me fazendo agradecer mentalmente por ter dormido em seu ombro e perto o suficiente de sua boca.
— Hm — murmuro, ainda de olhos fechados, em uma tentativa de descobrir o que estava acontecendo para avaliar se valia a pena acordar.
— Chegamos em São Paulo — Thur explica — As comidas acabaram aí a gente parou aqui no Mc Donalds insano — ele continua e eu abro meus olhos automaticamente, me condenando quando a claridade me cega por instantes.
— Cadê? — pergunto, me ajeitando no banco — To morta de fome.
— Você jura? — ele ironiza — Umas cinco horas de viagem já e você só acordou uma vez pra comer.
— Nem lembro de ter acordado — falo dando de ombros e mordo meu hambúrguer, sentindo meu estômago embrulhar implorando por mais — A gente já chegou mesmo ou era meme? — Pergunto para Jota.
— Faltam só uns dez minutos se o trânsito colaborar — ele me responde e eu concordo, pegando meu celular com a mão livre para dar notícia de vida aos meus pais.
— Tavin acabou de me chamar pra jogar com ele só que sem a Fran — Thur comenta e eu o olho, estranhando o fato.
— Casal vinte e um deve ter brigado, depois pergunto a ela pra gente fofocar — falo roubando uma batata frita do menino, que me olha feio.
— Não lembrava que o céu daqui era assim — Thur comenta e eu levo meu olhar para a janela.
— Parece que vai chover, né? — concordo — É bonito, só não sei se é muito bom para nossa saúde.
— Um dia vocês vão morar aqui — João Pedro lembra e eu sorrio fraco, olhando para Thur.
— Vai ser o auge — falo rindo.
— Eu tenho é medo de quando o doente do Lzinn poder brincar de lutinha sem se preocupar com a idade — Thur comenta.
— Ele já vai ser um idoso, relaxa — brinco.
— Ta bom pô — o irmão de Thur fala, um pouco ofendido.
— É meme, cunhadinho, não tá nem tão longe de a gente ter idade suficiente pra morar aqui — justifico, depositando leve batidinhas em seu ombro com a mão limpa.
— Só mais quatro aninhos — Thur concorda, me abraçando de lado — Até lá na vai ter dado tempo do PH comprar um condomínio só para a Loud — ele brinca e eu me aconchegando no abraço do menino e bebendo um pouco do meu refrigerante.