Um músico e uma bailarina que namoram há 7 anos começam a enfrentar problemas para conciliar a carreira e o relacionamento. Uma viagem à Salvador e a chegada de uma filha pode ser a solução para tudo ou o início do fim
Tomás Minha vida mudou uma vez quando soube que seria pai de Catarina e mudara agora, quando soube que teríamos um novo bebê, mas eu definitivamente não esperava tudo que a Michelle me disse a pouco, aquilo explicava o afastamento de Carla e a insistência em esquecermos tudo.
Por descuido de nós três, a colombiana também estava um filho meu, pelo que a dançarina relatou, minha esposa não ficou feliz com o desfecho da história, bom foi ela quem provocou tudo isso, lide com as consequências.
Ou melhor, deixe que eu faça isso.
— Bom, Morgado, você e eu sabemos que não nos suportamos e isso foi apenas um acidente causado pelo furacão das nossas vidas Carla Ferrer. Existem duas maneiras de resolver isso: você some daqui e nos manda fotos mensalmente pra vermos como está a criança. Ou então, depois que nascer, eu e a sua ex chefinha o registramos como nosso e você desaparece. – Propus. Ela me olhou com desgosto e retrucou. — Você é nojento, eu não vou abrir mão do meu filho tão fácil. — Ah vamos lá, Lauren Michelle, você não tem o que podemos chamar de instinto maternal e odeia essa situação tanto quanto eu. — Sim e odeio mais ainda que Carla prefira viver com um homem como você do que comigo. – Cruzou os braços. — Sabe muito bem que ela sempre preferiu a mim, você foi apenas uma descoberta, uma distração! Aceite o quanto antes, melhor. — Aí ai o ego do macho hétero deveria ser comercializado em garrafinhas né? – Mexeu nas unhas. — O que você sugere então? — Fizemos tudo os três juntos, certo? A criança deve receber o nome de todos os envolvidos. Vou gerar essa criança, você indiretamente a colocou aqui,Carla foi o motivo pelo qual cometemos esse deslize, me agrada muito mais a ideia de ter um filho com a mulher do que com você. Desta forma, todos saem ganhando. – Sorriu vitoriosa. — Sem chance, Lauren — É a única solução! Conversaremos com a nossa amada e decidimos. — Merda, ok! Você venceu, vamos para minha casa, ela tá lá. – Levantei da cadeira e saímos da sala de Mauro.
Estávamos na gravadora desde de manhã, não queria que Carla tivesse contato com ela e nem ela parecia querer, porém nesse caso, se fez necessário.
Entramos no meu carro e o percurso até em casa foi de silêncio absoluto, eu ainda tentava absorver o fato de serei pai de um bebê, cujo a mãe eu nunca encostei um dedo, sequer. E Nem estávamos falando sobre uma inseminação artificial.
Era muita informação pra minha cabeça, porém, mais uma vez, tinha que parecer, quero dizer, ser forte por nós e pelas crianças.
Reparei que Lauren arranhava os braços alvos de nervoso. A detesto, mas vê-la assim me perturbou preferi não dizer nada.
No elevador, o mesmo aconteceu. Destranquei a porta do apto e Catarina correu para os meus braços gritando: — Papa,DiDi! – Ao ver Michelle, ela pulou do meu colo para o da madrinha. — Filha, eu já falei que não é para correr pra porta assim, você pode se machucar. – A morena se assustou ao olhar pra cima e dar de cara com a ex ali ao meu lado. Mas ainda assim, nos deu espaço para entrar, mesmo calada, seus olhos expressam nervoso.
— vocês estavam no mesmo carro e ele não pegou fogo? – Ela riu, sentou no sofá. Eu a segui, Michelle fez o mesmo. — O que você acha se o meu bebê receber os sobrenomes de nós três? – Perguntou a mais velha receosa. — Se estiver tudo bem pra você, está tudo bem pra mim! E com quem a criança vai ficar? Não podemos morar os três na mesma casa, vocês se odeiam e eu só quero esquecer tudo que aconteceu. – Abaixou o olhar. — Decidiremos isso depois, vamos ter que aprender a conviver normalmente de qualquer forma, meu bem! – Beijei seus cabelos. — O que me importa é que ela fique longe de mim! – Se levantou e encarando a Jauregui disse — O que você fez não tem perdão, nem sonhando as coisas vão voltar a ser como antes! Nunca mais, Lauren, nunca mais! – Ela subiu as escadas. Faz alguns dias que não a vejo se irritar e alterar o tom de voz. O que quer que tenha acontecido entre elas. Não é da minha conta, que se resolvam sozinhas. — Carla... — Deixa ela, quando está assim, é melhor deixar sozinha, é como um vulcão em erupção. – Segurei-a pelo braço impedindo que ela fosse atrás.
A levei até a porta, fui para área da piscina e fiquei tocando violão. Nove meses emocionantes e exigentes nos esperam pela frente.
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Nota da autora: Agora só falta um capítulo para acabar TD e eu tô nervosa e ansiosa manooo, o que vocês estão achando.