♦ Capítulo 24 ♦

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Katherine Morgan

Sabe quando você acorda bem e levemente dopada? Foi assim que abri os olhos e constatei que estava em um ambiente diferente da minha enorme sala. Me esforcei para reconhecer onde estava, e vendo que era o meu quarto, lembrei do que aconteceu mais cedo e me espreguicei, sentindo mais nenhuma dor. Mas, uma coisa me deixou curiosa. Como eu havia parado ali?

Saindo da cama, alonguei a coluna e soltei um longo suspiro, batendo aquele arrependimento de ter saído do seu cantinho fofo e quentinho, sabe? Passei as mãos pelo cabelo, amarrando-o em um coque. Logo que cheguei à cozinha, comecei a preparar um chá para mim e fui para a sala.

Digamos que fiquei assustada com um corpo másculo em meu sofá, sem blusa e sem calça. Não sei o que deu naquele cretino, mas ele estava me deixando com água na boca. Sua cueca boxer vermelha guardava muito bem o seu membro volumoso. Ai minha nossa senhora das safadas, me dê forças para não estuprar aquele homem!

— Gosta do que vê?

—Ora, Enzo. Eu poderia chamar a polícia diante essa cena.. Essa cena lamentável. — Pega no flagrante, resmunguei baixinho para que aquele idiota não escutasse. Voltei para a cozinha, onde a minha água já estava fervendo e colocando um pouco de açúcar, despejei a água na xícara e abri o armário para pegar um dos pacotinhos de chá sabor maçã.

—Se está com problema com o calor, você deveria tomar um banho frio, Enzo.

Cutuquei-o, esperando alguma resposta cretina dele. Mas eu não ouvia mais a sua voz deliciosa e fui pega de surpresa pelo seu corpo pressionar o meu contra a pia e a sua cara de pau em roçar sem nenhum pudor, seu pau contra a minha bunda. Posso dizer que já esqueci o que estava fazendo e só conseguia pensar naquele movimento contra mim, me provocando cada vez mais.

— Ah, Kath.. — Sua boca sussurra próximo ao meu ouvido, seu hálito quente causando arrepios e suspiro, quando seus lábios começam a contornar a minha orelha de forma tentadora. — Eu poderia te amar aqui mesmo, nessa pia. O que acha?

— Eu acho que você já perdeu tempo o bastante falando. Me foda logo, Enzo.

E foi assim que começou mais uma sessão de sexo selvagem, com Enzo retirando minha roupa e com força, me fazendo sentar sob a pia e rodear sua cintura com as pernas.

— Você não imagina o quanto o meu pau está latejando e louco para foder você de maneiras que não imagina, lady. Quero que grite, enlouqueça e implore para que eu nunca pare. Você me pertence, Katherine.

Nossa boca se encontra num ritmo desenfreado, as línguas em busca de mais prazer. Éramos um mar de sensações e gemidos. Mais uma vez, me entreguei sem pensar em mais nada além de nossos corpos se transformarem em um só.

***

— Admito que é a primeira vez que faço na cozinha, Enzo. — Falo, me aconchegando em seu peito. O frio do piso não nos incomodava, pois nossas peles estavam quentes e suadas. Parei de contar no terceiro orgasmo que Enzo me dera, pois aquele homem era uma máquina do sexo, meninas! Toda mulher deveria ter um Enzo em seu quarto. Seríamos tão mais felizes assim!

— Oh, lady. Foi a minha também.

Calados, pensamos em nossas vidas. E foi com esses pensamentos que Enzo começou o seu discurso.

— Kath, não podemos ficar assim.

— Assim como? — Questiono, ficando com o cotovelo no chão e erguendo o tronco para fitá-lo nos olhos.

— Ora, assim! — Enzo gesticula com as mãos, apontando nossos corpos nus. — Não temos mais porquê perder tempo com sexo sem compromisso. Poderíamos namorar.

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