Sinto minha cabeça doer. A dor é insuportável, dez vezes pior do que uma enxaqueca.
Meus olhos ardem e minha boca está seca. Demora um tempo para que eu possa recobrar minha memória, abrir meus olhos por completo e enxergar o lugar onde estou.
Quando tomo noção de tudo que aconteceu, me assusto e, em um pulo levanto-me do chão, completamente atordoada.
Sinto tanta dor na cabeça que me sento na cama, agoniada.
Olho tudo ao redor.
Estou num quarto, pequeno, e neste só contém uma cama. A pintura é desgastada, a umidade havia deixado marcas nas paredes onde um resto de tinta branca se encontra descascada.
O local possuí um odor horrível, de mofo e coisa velha, e ainda por cima, tem zero ventilação.
Que merda de lugar é esse?
Me levanto, mesmo sentindo uma dor absurda.
Caminho até a porta de madeira velha e tento abrir a mesma, girando a maçaneta, mas, como previsto, está trancada.
-ABRE A PORTA!_começo socar desesperadamente a madeira velha.-SOCORRO! SOCORRO!
Grito muito, até sentir minhas cordas vocais doerem e meus pulmões se esgotaram.
Só consigo pensar em meus filhos, o que será que esses monstros fizeram com eles? E Hector? Céus, como ele está?
As lágrimas danaram a cair, eu estou desesperada, totalmente desesperada. Temo o pior. Agora eu sei bem do que eles são capazes.
E Abby, o que fizeram com ela?
Estou sem forças, gritei e esperneei o quanto pude, mas pareceu não significar absolutamente nada, o silêncio ainda reina, o maldito silêncio reina.
Já tentei abrir a porta, mas é impossivel, minha dor e minha força não me deixa realizar tal coisa, eles também não são burros ao ponto de vacilarem. Apesar da madeira ser velha, eles reforçaram as tranças, tudo bem feito e planejado.
Desisto de gritar quando minha garganta secou, e a dor na minha cabeça se intensificou, somente deixo que as lágrimas tomem conta de mim.
Não devia ter saído sozinha, devia ter dado ouvidos ao Hector. Mas eu não sabia. Eu pensava que estava segura, pensava que tudo daria certo. Engano meu. Eu errei. Grande erro.
O desespero fazem com que minhas lágrimas se intensifiquem. É uma sensação horrível, sinto-me extremamente desolada, com medo, assustada... céus!
Não posso cogitar na hipótese de desistir, preciso sair daqui. Preciso resistir pelos meus filhos, por Hector, por Carly e Dylan.
Me afasto da porta e sento-me num canto, pensando em qualquer forma para sair daqui.
Eu estou extremamente preocupada, meu coração só faltava saltar do peito.
Todo meu corpo treme, mal consigo raciocinar. O silêncio é ensurdecedor, o que me deixa ainda mais agoniada.
-Calma, Hannah._sussurro para mim mesma.-Se acalma, dará tudo certo.
Abraço minhas pernas e coloco minha cabeça no meio delas. Durante o tempo dentro daquele carro, acordei por um instante e lembro-me vagamente de Dolores puxando meu corpo sem nenhum tipo de delicadeza para fora do carro. Eu não vi absolutamente nada ao redor, estava tudo confuso, minha visão totalmente turva. Mas, eu sei que estamos distantes.
Só de lembrar, o desespero tomou conta do meu corpo novamente e desandei a chorar muito.
O que eles vão fazer comigo?
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Estupidamente Arrogante
RomanceHannah é uma jovem linda, divertida e de bem com a vida. Vira e meche, vive se metendo em confusões. Sem sorte, nunca chegou nem perto de encontrar seu verdadeiro amor, embora acredita que um dia irá. Hector Thompson, famoso multimilionário, ele é o...
