Capítulo trinta e quatro

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A viagem não havia sido muito longa, cinco horas depois estávamos pousando em nosso destino. Confesso que em alguns momentos o frio na barriga não me deixou, mas ao lembrar que Hector estava ao meu lado, automaticamente me sentia muito mais segura.

Quando descemos do jatinho, um carro executivo nos esperava. Alguns seguranças fizeram nossa escolta até o veiculo e agradeci mentalmente por JP está presente, ele exala confiança e não parece apenas trabalhar por trabalhar, ele gosta do que faz.

Os três estão cansados, apesar de ter sido uma viagem curta e confortável, é bastante cansativo, ainda mais se tratando de crianças cheias de energias que não aguentam ficar parados por muito tempo em um só lugar.

A viagem até o hotel em que ficaremos hospedados foi bem rápida, mal vi quando chegamos pois estava praticamente dormindo, já que durante o nosso voo eu não me arrisquei a fechar os olhos.

Hector foi o primeiro a descer do carro, acompanhado de Noah. Peguei Katherine em meus braços e Nícolas segurou minha mão livre. Enquanto caminhamos, eles encaram o local com curiosidade e bastante atenção, explorando as coisa ao redor. Mas também não era para tanto, a pouco tempo eles nem saiam de casa, a não ser para ir a escola, que por sinal, entraram de férias.

O ano letivo em Londres inicia-se no mês de setembro e vai até meados de junho. Este mês acabou de chegar e eu nem acredito, é surreal como o tempo voa, completo cinco meses trabalhando na mansão Thompson e parece que estou com eles a anos.

Fiquei de pé, um pouco distante observando Noah e Hector conversando animadamente enquanto pega os cartões dos nossos quartos. Ambos estão sorrindo, alegres e relaxados. É muito bom vê-los tão próximos, ver que Hector está dando tudo de si e restaurando sua relação com os filhos, é muito gratificante.

Os dois vieram até onde estamos e em seguida seguimos em direção ao elevador, para irmos até nossos quartos. Hector pediu três, um para ele, um para as crianças e outro para mim.

-As crianças iram descansar agora, você também?_Hector pergunta entregando-me o cartão do meu quarto.

-Sim, depois de ajuda-los com...

-Não, pode descansar, eu mesmo faço isso.

-Tem certeza?

-Sim, Hannah.

-Tudo bem, qualquer coisa me chame.

Hector acenou positivamente e me encarou com seus olhos azuis penetrantes e em seguida adentrou em seu quarto. Aquele olhar consegue me deixar tonta e me tirar o fôlego por alguns segundos.

Olho para as crianças que sorriem contentes da situação, acabo contorcendo meu rosto em uma careta. Céus, que eles não aprontem nenhuma para cima de mim!

-Qualquer coisa me chamam, tá bom?

-Tudo bem._eles dizem em uníssono e somem para dentro do quarto.

Respiro fundo e faço o mesmo que eles, passo o cartão em minha porta e a abro, dando de cara com o quarto. E meu deus, que quarto enorme e bem decorado, é realmente muito lindo.

Olhei para cama e sorrir, correndo em sua direção e me jogando na mesma, me afundando naquele colchão incrivelmente macio. Inspirei aquele ar gelado e fiquei deitada por alguns minutos, encarando o teto incrivelmente branco. Segundos depois fui tomar banho e tirar minha roupa, minha mala chegou pouco depois que terminei o banho quentinho e não demorou muito para eu me jogar naquela cama enorme e espaçosa, pronta para dormir.

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Estou extremamente cansada e sonolenta, mesmo não dormindo tanto quanto queria, consegui descansar um pouco naquela cama maravilhosamente macia. Logo depois que acordei, vesti uma roupa casual e fui até as crianças, ajudá-las a se prepararem para o jantar, que seria ás oito.

Estupidamente ArroganteOnde histórias criam vida. Descubra agora