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Atrasado? Super, mas feliz aniversário de grupo (q foi dia 9, mas a gnt ignora)

Amo vcs, e hoje pode beber refrigerante pq é festa... 🥳🥳🥳

09/07/2021

XX MINA STRANGE XX

24 horas, 24 horas desde a última vez que eu vi a Billie. Ela prometeu que vinha me ver, por que ela não está aqui?

Finalmente me levantei da cama e olhei pela janela vendo a estrada de terra que tinha para vir até aqui. Tinha alguns carros pretos, um deles uma Van.

Vi uma garota loira sair do carro, com dois homens a sua volta. Ela não parecia muito feliz de estar ali.

Sai do meu quarto, e podia jurar que as enfermeiras do meu andar começaram a rezar. Passei por elas, sem ligar para as mesma indo até a escadaria, descendo todos os degraus em uma velocidade recorde.

Quando cheguei no térreo, onde eles atendem os novatos vi a lora de olhos azuis, alemã. Ela parou e me encarou.

Me virei indo em direção do jardim, mas parei quando a garota me chamou.

— Hey, bonitinha.

Murmurei algo como "oi" e a garota voltou a falar.

— Quem é você?

— Mina.

— A quanto tempo você está aqui?

— 2 meses.

— Nossa, eu nunca vou sair daqui.

— É a primeira vez que eu saio do quarto, acho que você sai rápido.

— Não querida, eu tô de perpétua. Eles decidiram que eu sou louca, uma criminosa.

— O que você fez?

— Nada, mas me falaram que eu matei alguém.

A garota parou de falar e pude sentir alguém atrás de mim.

— Curiosa, Strange?

— Muito senhora Vasconcellos.

— Cuidado com essa daí, ela pode ser perigosa, já viu fragmentado?

— Não assisto filmes americanos.

Me virei indo até o jardim. A flores pareciam de plástico, eu não sentia o cheiro de nada. Vi algumas pessoas cortando e cuidando do jardim, o que me faz pensar, o que deu na cabeça de dar uma tesoura gigante e afiada para um monte de depressivo e louco.

...

Fui para o meu quarto por volta das 10 da manhã, reclamando sobre como eu odeio o sol. Eu não queria ter ué sair e ver pessoas, e como eu saí, provavelmente iriam me obrigar a ver.

Passei a manhã no meu quarto lendo, até que uma das enfermeiras apareceu no meu quarto falando que o almoço era lá embaixo hoje.

— Por isso que eu odeio sair, eu odeio as pessoas. — Falei para a enfermeira que apenas continuou me encarando sem nenhuma emoção. — Se você me trouxer o almoço aqui, eu passo uma semana sem surtar e tentar matar uma de vocês.

— Você nunca vai matar uma de nós.

— Nunca diga nunca, Elise.

A mulher se afastou da porta deixando espaço para eu passar. Vendo que eu perdi a batalha, me levantei com o livro debaixo do braço e desci as escadas sendo acompanhada pela mulher alta de cabelos escuros por volta dos 30 anos. Ela era forte, todos os enfermeiros do meu andar eram fortes e musculosos. Me pergunto se eles era assim porque faziam academia ou por ter que se proteger dos pacientes loucos.

BAD GRLOnde histórias criam vida. Descubra agora