Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Saiu do banheiro, vou até a copa e levo a bandeja de volta, elas não estavam mais lá. Me recomponho e volto pra minha mesa, a uma pilha de coisas pra mim fazer.
O Baile será daqui a 1 mês e algumas semanas. O andamento dele está saindo como planejado, tudo está na verdade.
Sinto uma vertigem me bater de repente, antes que eu caia me apoio na mesa suspirando.
Inspiro e respiro.
- Tudo bem Srta. jones? - pergunta o senhorzinho da limpeza se aproximando de mim. Seu nome era Francisco, uns dos seres decentes dessa empresa.
- Estou bem, só foi um mal estar repentino - dou-lhe um sorriso amarelo, tentando lhe confortar.
- Tem certeza, minha filha? Parecia que ia cair dura no chão, está branca como papel.
-Estou bem Sr. Afonso, já passou.
- Humm... - diz contrariado - Isso é muito excesso de trabalho. Descansa menina, você é muito nova pra ta com a saúde pior desse velho aqui acabado.
Dou-lhe um sorriso fraco.
- Eu irei tentar, mais agora tenho que voltar ao meu trabalho, se não o Sr. Walker nos ver aqui, será nós dois no olho da rua.
- Não queremos isso, não?
- Não.
- Me atualize sobre o baile - ordena e faça o que ele pediria lhe em forma como está indo as coisas, como foi a organização da segurança, a decoração, sobre tudo. Agradeço mais uma vez sua "ajuda", nos despedimos e voltamos ao nossos postos.
Trabalho como uma condenada, ainda me sinto um pouco mal, mais deve ser por eu não estar me alimentando direito, me privando de sono e não estar descansando, essa era a consequência de ter o que comer no dia seguinte e ter um teto sobre a minha cabeça e principalmente, ter um emprego.
Eu sei que eu poderia mudar de emprego, mais eu não queria me arriscar. As vagas de empregos em Seattle são difíceis de encontrar, ou se encontram são pagamentos baixíssimos com benefícios horríveis, além de horas absurdas por pagamentos baixíssimos, mais claro que havia exceções. Mudar de emprego não era uma opção, e sim suportar tudo o que eu estava passando.
As vezes eu me culpava, me culpava por ter matado a minha mãe e ter consentido em que meu pai morresse de um jeito horrível.
Se ela não tivesse morrido em me ter, nada disso teria acontecido, os dois ainda estariam vivos e se amando, sendo um a âncora do outro, o porto seguro. Eu não culpo meu pai por ter sucumbido às drogas e ao álcool, ele tinha perdido seu porto seguro e mesmo que me tivesse, eu não era o bastante pra ser o seu motivo pra viver.
Sou tirada dos meus pensamentos com o interfone tocando.
- Walker 's Company, boa tarde. Como posso ajudar?
- Na minha sala, agora! - diz e desliga na minha cara.
Coloco o telefone de volta, pego o meu caderno de anotações junto a caneta e vou até a sala dele.
Bato na porta e escuto um "entre".
- Sente-se.
- Me atualize sobre o baile - ordena e faço o que ele pediu.
Lhe em formo como está indo as coisas, como foi a organização da segurança, decoração, sobre tudo. Ele me escuta calado.
- [...] ficaram na porta.
- Hummm... Ok, melhore algumas coisas. Eu não aceito falhas.
Meus lábios ficam entreabertos como se eu quisesse falar alguma coisa mais não faço, apenas assinto
- Outra coisa, mande um presente a Bianca Ashdil, você sabe como - abaixo a minha cabeça e anoto no meu caderno - Agora saia.
Saio da sua sala cercando os dentes.
Agora eu tinha que melhorar algumas coisas seguinte ele, só que ele é tão babaca, filho da puta que ele não fala o que precisa melhorar, ele apenas avisa e foda-se o resto. Se ele não quer falhas, porque ele não fala onde precisa melhorar? Agora cabia a mim procurar as "agulhas no palheiro".
Antes que eu comece a trabalhar ligo pro setor responsável pelas joias e mando eles separarem um brinco de diamantes e mandar pro andar da presidência. Assim que o brinco chega, assino o documento de recebimento e responsabilidade explicando pra qual finalidade eles eram, pra então depois eu mandar o Sr Afonso, o motorista do Sr. Walker, levar o presente da mão de carinho, quer dizer, da Bianca Ashdil.
Passei a tarde fazendo que não existem falhas. eu não achei a agulha no palheiro, então tive que melhorar tudo, das roupas que os garçons irão vestir ao champanhe que irá ser servido
Eu verifiquei, cheguei tudo, nada poderia dar errado.
E se desse, seria eu que faria.
Acabei tudo minutos antes do meu expediente acabar, eu poderia ter acabado antes, mais antes de eu ser organizadora desse baile, eu também sou secretária da presidência, secretária dele.
Arrumo minhas coisas e as levo comigo junto com alguns documentos quando me levanto e vou em direção à porta da sala dele, bati na porta e escuto uma voz rouca dizer "entre" do lado de dentro.
- Aqui estão os documentos que pediu - coloco na mesa dele - Precisa de mim pra alguma coisa?
- Não, pode ir.
- Boa noite Sr. Walker.
- Boa noite Amélia Jones.
Toda vez era assim, parece que ele sempre quer falar o meu nome inteiro pra me lembrar quem eu sou, coisa que eu vejo quando eu me olho no espelho.
Saiu daquele prédio sentindo um peso enorme saindo das minhas costas, não era pra menos. Eu sei que não acabou tudo, mais pelo menos eu estou no caminho.
Ando até meu carro com passos ligeiros, não vejo a hora de ir pra casa.
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