Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Eu queria ir embora, sair correndo para o mais longe dele, mas ele tinha trancado a porta e colocado a chave dentro da cueca. Eu teria que esperar ele abrir pra mim, ou colocar minhas mãos nele, estremeço só de pensar nisso. Eu não teria chances, ele é o dobro do meu tamanho e bloqueava a passagem. Eu tinha que ser paciente e esperar pela oportunidade certa, quando ele ficasse distraído tentar achar outra saída.
Respiro fundo me acalmando. Não ter o controle dos meus sentimentos neste momento não vai me ajudar em nada.
— Por que está aqui? — pergunto finalmente quando me acalmo — Você está me deixando confusa, e mais brava do que já estou. E me manter trancada não está ajudando — falo me afastando dele.
— Eu estava à procura de Greta, e como já sabe, ela tem que cumprir a parte dela do contrato.
— Parte dela? Pelo o que ela me disse, ela nunca se casaria com aquele homem que vocês querem forçá-la a se casar.
— Como eu disse, ela só sabe da ponta do iceberg. Eu procurei por ela e por ironia do destino acabei encontrando você. Sorte minha depois de saber o paradeiro dela e saber com quem estava, tive uma reunião com os Roujs. A Sra. Rouj disse que sentia saudades de você, então eu a escutei a te chamar de Lia, dizendo que estava linda naquela noite, a partir daí eu juntei os pontos. Na lista de convidados não tinha nenhuma Lia, apenas um nome que poderia ter aquele apelido, Amélia. — ele ri balançando a cabeça — Quando eu descobri fiquei desnorteado, um tanto chocado por não ter descoberto antes — ele passa a mão pelo cabelo — Eu não sei o que você me fez naquela noite, mas eu não consigo te esquecer. Parece que seu cheiro está impregnado na minha pele, na minha mente, me obrigando a sempre pensar em você — diz me olhando com aqueles olhos azuis intensos, fazendo com que meu corpo formigar com a sensação de suas mãos sobre mim.
Me sento na cama sentindo meu coração bater rápido com sua confissão. Estou entre rir da cara dele, jogar o item mais perto que tiver no rosto dele e começar a gritar socorro, dizendo que um louco tinha me prendido dentro de um quarto com ele. Mas o que eu faço? Apenas respiro fundo e continuou olhando pra ele.
Meu cérebro não está funcionando direito. O que aconteceu comigo? Cadê aquela Amélia que xingaria primeiro e lidaria com as consequências depois? Ou nesse caso, fugiria sem deixar ele dizer uma palavra.
— Eu sei que deve estar me achando louco — ele ri — eu também estou me achando. Me sinto mal por naquela noite não ter ido com calma, não ter sido carinhoso com você, era sua primeira vez — diz me fazendo corar.
— Sim, isso é uma loucura. Você não pode me dizer essas coisas — me levanto da cama o encarando — Olha, o que tivemos foi legal, mas não passa disso. Me deixa ir embora.
— Eu não posso fazer isso.
— Christopher...
— Eu não posso te deixar ir, Amélia. Você fez alguma coisa comigo que eu não consigo mais ficar longe de você. Fica comigo. Eu não sei na onde isso vai dar, mas vamos tentar. Você me conhece e eu conheço você.