Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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— Eu e William queríamos te dar um presente — fala animada.
— Mais presentes? — pergunto em choque.
Greta me entrega o presente. O abro com certa ansiedade, ansiosa para saber o que tanto os papéis escondem.
— É linda — falo emocionada novamente.
Eles tinham me dado uma pulseira, mais não era qualquer pulseira, era daquelas que você podia colocar berloques.
— Uma forma de você se lembrar dos lugares que fomos. Um cruzeiro, o palácio de Roma e nós três — diz me fazendo olhar para cada pingente com atenção e com emoção — Logo você vai poder colocar mais para representar cada cidade que passarmos.
— Eu amei, é o melhor presente que eu poderia ter ganhado.
— Vem, deixa que eu te ajudo a colocar — Greta diz se aproximando de mim, mais sou tomada por uma vertigem que me faz apoiar nela — Você está bem? Precisa sentar — fala sem meios para questionamentos — Melhor subirmos, já está tarde mesmo.
— Não, eu estou bem. Não vamos acabar com a festa por minha causa.
— Você é a festa Amélia, sem você não tem festa — William diz concordando com Greta.
— Podem parar. Não é porque eu tive uma vertigem boba que vamos acabar a festa — abro os braços e digo — Olhem, já estou boa! Não vamos acabar com a festa por minha causa, vou me sentir péssima por isso. Estávamos nos divertindo tanto — emendo.
— Amélia, por favor... — Greta diz sem aquele ar brincalhão que tinha — Estamos preocupados com você. Eu — ela olha de escanteio para William — Nós... nós não queremos adiar... — ela não completa a frase, todos nós sabíamos o complemento dessa frase.
— Não queria que a festa acabasse — murmuro.
— Depois do bolo a festa sempre acaba — eu rolo os olhos — Vamos, amanhã é outro dia.
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Acordo com batidas na porta, pelas cortinas da pra ver que o sol ainda não nasceu. Me sento na cama à procura de Greta, mais seu lado estava vazio.
Acendo abajur quando as batidas se tornam mais frequentes. Olhando para o relógio noto que passavam das três da madrugada, ainda sonolenta levanto a procura de um robe para abrir a porta.