Capítulo 63

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Deitada na espreguiçadeira, eu observava Christopher nadar na piscina, enquanto lia um livro

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Deitada na espreguiçadeira, eu observava Christopher nadar na piscina, enquanto lia um livro. Mas confesso que mais o secava com os olhos do que lia, porque aquelas gotas de água escorrendo pelo seu abdômen eram tentadoras demais para serem ignoradas.

Os dias nesse paraíso foram incríveis. Estávamos na nossa própria bolha de paz que havíamos criado só para nós. Por mais que eu não quisesse, chegou o dia de irmos embora.

Aproveito as últimas horas junto dele, antes de nos voltarmos à nossa realidade, antes de eu contar para ele a minha doença, antes dele... bom, reagir de um jeito que me dá nos nervos por não saber como. Mais de mil cenários se passam na minha mente, mas sei que nenhum será o verdadeiro.

— Vai ficar só olhando? — fala me tirando dos meus devaneios.

— Estou aproveitando a vista — falo mordendo os beiços — ele sai da piscina e vem em minha direção — Não, não... Christopher, vai estragar! — mas ele não se importa, me pega no colo e pulou comigo na água.

Antes de eu cair na água, joguei meu livro para cair em algum lugar, fora da piscina. Mas mesmo que eu quisesse evitar que o livro estragasse, o livro caiu em uma poça de água.

— Eu compro outro pra você, não, eu compro uma biblioteca. Isso faria você me perdoar? — diz, enquanto beija o meu pescoço.

— Talvez?

Rio da cara que ele faz.

— Quero que você leia um livro para mim. Mas eu que vou escolher — falo enroscando meus braços em seu pescoço.

— Isso é fácil, eu posso fazer — o encaro enquanto ele fala, rindo internamente, imaginando ele lendo o livro que tenho em mente.

— Então tá bom, agora... — saiu de seus braços — Tente me alcançar.

Nos divertimos na piscina, brincando como duas crianças. Mas claro, que quando ele podia roubava algumas beijos meus.

Quando entrei eu sabia o que me esperava, teria que me preparar para ir embora.

Tomei um banho, me arrumei e vesti um vestido curto de verão antes de organizar minhas coisas na mala.

Aproveitei que Christopher estava no banho, peguei o celular que William enviou nas minhas roupas, e fui para o meu antigo quarto ligar para ele.

Não precisei esperar o segundo toque para William atender.

— Se ele fez alguma coisa, eu mato ele — escuto sua voz soar no outro lado da linha.

— Um ótimo jeito de atender um celular. Oi pra você também. E não, ele não fez nada.

— Bom saber. Mas por que está me ligando? Esqueceu que eu existo por cinco dias por causa daquele troglodita e agora me liga — faz drama.

Vivendo em MesesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora