Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Era uma manhã perfeita, um sonho molhado com aquele cenário, com ela vestida somente aquele roupão e eu de moletom a olhando como um bobo. Uma mesa foi posta na área externa do iate com tudo que um verdadeiro café da manhã deve ter, era de dar água na boca.
— Se eu vou ficar com você por todos esses dias, eu preciso falar com William, avisar ele. Ele deve estar louco de preocupação por eu ter sumido — ela diz me fazendo olhá-la.
— Sim, ele está. Ele me ligou pela madrugada para me ameaçar, dizendo que se eu a machucasse, eu estaria morto, mas não antes dele me apresentar a uma tal de Ayla — quando falo ela me olha com uma cara risonha — Não entendi muito bem, mas eu o assegurei que você estava bem.
— Preciso ligar para ele. Não me olha com essa cara, ele é meu amigo. Sabe onde está meu celular?
— Devem ter o deixado com a sua bolsa na sala, mas primeiro termine seu suco e a torrada, se não vai esfriar. Ele pode esperar por alguns minutos, coma.
— Tá bom, senhor mandão. Então, como é que é esse seu secretário? Ele está se adaptando? — pergunta, enquanto dou uma garfada em minha omelete.
— Amélia — falo seu nome em tom de aviso.
Não gosto dela me perguntando de outros homens, principalmente se for aquela branquela loira chamada William.
— Eu só quero saber como ele está se saindo — fala com cautela — A sua empresa é, hum, um lugar que pessoas novas não são bem tratadas.
— Como assim não são bem tratadas? O que quer dizer com isso? — indigno.
— Ah, não é nada. Loucura da minha cabeça. — diz dando um sorriso forçado.
— Amélia... Me explica essa história direito. Desembucha logo.
— Tá bom, tá bom — ela começa a contar com receio — Alguns funcionários fazem bullying. Eu sei que você pode não acreditar em mim, pessoas com mais de 20, 30 anos nas costas fazendo uma coisa dessas, mas isso realmente acontece lá. Eu passei anos sendo discriminada por minhas roupas — ela ri como se fosse algo engraçado, mas não era. Bullying é uma coisa séria — Chegou um momento que apenas deixei eles falarem. Machucava, mas não doía mais como antes — diz dando um sorriso de conformidade.
— Bando de imbecis. Nomes! Eu quero os nomes dos idiotas que fizeram isso com você! Posso ser um babaca sem coração, mas nunca desrespeitei ninguém com algo tão baixo. — ela me olha com olhar zombeteiro, com um claro questionamento. — Eu era mais o menino frio, observador, que ficava na dele. Uma transgressão ali, outra ali, mas sempre na linha para o meu pai — reviro os olhos com a menção dele. — não tente mudar de assunto. Me diz os nomes, agora! Isso não pode sair impune, nem que eu demita metade daquele escritório.
— Christopher, isso já foi. Eu também não ajudava, não me vestia lá aquelas coisas, eles faziam isso porque eu... — interrompi.
— Se você dizer que a culpa é sua, eu juro que pego a porra do meu celular e demito aquela empresa toda. Foda-se. Eu não preciso deles, eles precisam de mim.