Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Todos já estávamos na sala de reunião em seus respectivos lugares.
Quando entrei eles pensaram que eu era alguma funcionária nova, mas não, eu não era.
Eu os cumprimentei e sentei no meu lugar de sempre. Não falei quem eu era, eles só souberam quando Christopher me chamou para anotar um dado.
Eles me olharam surpresos, mas depois me olharam com desdém e desejo. Principalmente Bianca, ela me olhou com desdém. Se ela já me odiava por eu ser quem eu era, imagina agora que teria razão pra isso, já que eu não abaixaria minha cabeça pra ela como todas as vezes que fiz.
A reunião começou e eu fiquei como todas as vezes, na minha. Escutava, anotava tudo que achasse necessário e falava somente quando solicitado.
Hoje as coisas estavam diferentes. Eu fazia meu trabalho, mas tinha que aguentar o assédio vindo dos homens daquela sala. Eu nunca senti isso, sentir meu corpo violado por todos os lados por apenas usar uma roupa mais colada que modelam o meu corpo.
Eles podiam ter dinheiro, ter um cargo alto, mas não impedia eles de serem idiotas engomadinhos.
Cocei minha garganta chamando a atenção de todos para mim.
- Eu não queria interromper a reunião para dizer isso, mas estou em uma situação que será necessária - falo olhando para todos eles.
- Não é porque mudou de aparência que deve se achar a última bolacha do pacote - Bianca murmura baixinho de forma cínica.
Rio desacreditada.
- Uau... uma mulher falando isso de outra - murmuro de maneira sarcástica - Deixa eu te falar uma coisa. Não é porque eu mudei minha aparência que mereço ser tratada dessa maneira. Ainda existem leis e ela se aplica a todos, senhora... quer dizer, senhorita Ashdil.
Não precisam de raciocínio lógico para entender que eu chamei ela de velha na caruda.
- Sra. Jones - escuto Christopher me chamando com repreensão.
- Você pensa que me intimida falando essas coisas? - diz de maneira sarcástica.
- Não, mas eu acho que você deveria sair do seu pedestal e notar o que está bem a sua volta, que o mundo não gira ao seu redor e que você é um ser humano como todas as outras pessoas que você maltrata - rio sem humor - Mas sabe de uma coisa? O karma é uma vadia e sempre vem pra todo mundo - murmuro fingindo falsa tristeza.
Mas infelizmente não estarei aqui para vê-la e agradecer o acerto que ela vai fazer em você.
- Senhoritas - Gael se levanta - Vamos acalmar os ânimos e por favor senhores, respeitem a moça que claramente não se sente confortável com seus olhares. Sim, ela é linda, mas não merece ser olhada como se fosse um bife suculento em exposição - diz fazendo minhas bochechas ficarem ruborizadas - Bom, agora podemos retomar de onde nós paramos - diz se sentando arrumando seu player.
Minhas bochechas ainda estavam cor de rosa. Conseguia sentir alguns olhares de escanteio sobre mim, mas mesmo me sentindo observada foquei na reunião que estava acontecendo.
Por mais que hoje fosse meu último dia, agiria como todas as vezes, cumpriria minhas funções com excelência e no final não esperaria um muito obrigado, já que eu era paga pra isso.
Olho pro meu relógio de pulso e vejo que faltam poucos minutos para o meu expediente acabar e me ver livre daqui.
- Tem algum problema com o seu braço Sra. Jones? Não para de olhá-lo - completa.
- Não Sr. Walker, apenas estou olhando as horas - vejo de novo - e infelizmente meu horário de expediente acabou - falo me levanto e arrumando minhas coisas.
Os homens e aquela mulher me olhavam. Oras, eu era a única a me levantar e sairia daquele lugar, mas acho que me olhavam porque além de estarem ainda chocados com a minha mudança de aparência, estavam ainda mais porque eu não deixei que eles, principalmente ela, fizesse o que quisesse comigo por sua conta bancária ter uns zeros a mais que a minha.E talvez porque eu estava me colocando contra o CEO, meu chefe.
Ele coça a garganta.
- Bom, acho que a sua mudança de aparência te deixou burra - fala fazendo todos rir, menos a mim - Ficará até a reunião acabar, quer dizer, até eu dispensar você.
- Não - murmuro - Eu acho que não, minutos atrás eu era sua funcionária, mas agora não sou mais - abro um sorriso - Eu me demiti - abro mais ainda meu sorriso, se era possível. Devo estar parando o coringa - O RH lhe irá informar melhor do que eu - inclino um pouco a cabeça pro lado - Adeus.
Até nunca mais - complemento em meus pensamentos.
Saiu daquela sala rebolando minha bunda. Não porque eu queria, mas porque agora ela era evidente e tinha vida própria.
Escondi tanto a pobrezinha que agora ela é revoltada e amostrada.
Eu não enrolo, vou direto pra minha mesa e pego todas as minhas coisas. Deixo aquela mesa da mesma maneira que vi quando comecei a trabalhar para ele.
Já com minhas coisas em mãos, vou em direção ao elevador.
Deixei aquele lugar para nunca mais colocar os meus pés de novo. O que era verdade, já que o tempo de vida que me restava eu passaria bem longe daqui.
Fui diretamente pra casa. Como era final de tarde de uma segunda-feira, preferi ficar em casa, ver uma série com uma pizza e vinho a tiracolo. Depois que terminasse eu iria dividir minhas roupas para doação enquanto assistia.
Antes de começar meu programa de fim de noite, tiro minhas roupas e me enfio debaixo do chuveiro. Deixo que a água leve qualquer resquício do dia de hoje.
Já no chuveiro era impossível não pensar no pedido que Christopher tinha me feito, na verdade, na ordem.
Por que será que ele iria querer uma lista com os nomes das pessoas que foram ao baile?
Ficava me perguntando isso, mas depois parei. Eu tinha coisas mais importantes para me preocupar e me ocupar.
Sigo com o meu plano de final de tarde, que na verdade era noite.
Eu não sei quando foi, não sei quantas taças de vinho foi preciso, mas somente sei que eu estava clicando em comprar uma cabine em um cruzeiro luxuoso que viajaria o mar sem destino, ou seja, eu só saberia qual seria o destino do navio quando eu já estaria nele. Pararemos em vários lugares, então seria vários destinos desconhecidos que atacaremos.
Eu nem vi o itinerário completo, apenas comprei uma cabine e uma passagem de avião para chegar até o navio.
Eu me arrependeria amanhã? Talvez, e ainda por cima teria uma ressaca daquelas, mas o que vinho, pizza em alta quantidade não faz.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.