Capítulo 30

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— Resumindo é isso

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— Resumindo é isso. O senhor não deve prender a gente por causa de um desentendimento que somente na conversa poderia ser resolvido.

Ele coça a garganta como se tivesse contrariado.

— Só o que chegou na minha mesa foi que a conversa que vocês tiveram com as outras mulheres foi além dos limites. As duas mulheres que as senhoritas bateram me falaram os seus lados e querem prestar queixa contra vocês.

Isso foi o estopim pra Greta surtar.

— Mais isso é injusto! Eu vou processar ela por calúnia e injúria! Pode puxar nas câmeras e ver que foi elas que começaram e que Amélia agiu em minha defesa. Ela bateu em mim primeiro, eu não ia ficar parada deixando ela me fazer de saco de pancadas, eu me defendi. A amiga dela vendo que ela estava apanhando feio invés de separar partiu pra cima de mim, e aí que entra Amélia em minha defesa partindo pra cima da amiga dela. Se ela prestar queixa contra mim eu vou prestar contra ela, ela me chamou de puta!

— Entendo — o delegado murmura.

— Entendi? Então vai deixar a gente ir? Soltar a gente? Se não formos, perderemos o horário de embarque.

— Horário de embarque?

— O cruzeiro que estamos irá partir sem a gente levando todas as nossas coisas — falo sendo tomada pela preocupação.

— Um momento — diz e disca uns números no telefone de fio em sua mesa — Qual o nome do navio? — pergunta se afastando do telefone.

— Cativa Acirre — falamos no automático.

— Não deixem o navio Cativa Acirre partir sem o meu aval — ele fala antes de encerrar a chamada.

Greta e eu trocamos uma rápida troca de olhar, perguntando uma à outra se sentiu aquela tensão de poder no ar quando ele deu aquela ordem.

Eu não sabia se era a bebida pensando por mim, me deixando mais desinibida ou se era eu mesma tendo pensamentos sujos com aquele homem. Mais uma coisa eu sabia, talvez ser presa por ele não seja tão ruim assim.
— Agora podemos conversar sem preocupações. Tem algo a dizer senhor? — pergunta se virando para William que até agora se manteve calado no canto da sala.

— Estamos perdendo seu tempo e um tempo que não temos — fala fazendo o delegado nos encarar intrigado.

Eu sabia do que ele iria falar, mais eu não quero que ele faça o delegado nos soltar porque eu sou uma pessoa com um timer dentro de mim.

— William...— falo seu nome em modo de alerta, mas ele me ignora.

— Poderíamos ter resolvido isso entre a gente e não ter feito esse escarcéu todo, mais como nada saiu como o planejado, o senhor pode me deixar fazer uma ligação? Irei ligar para meus advogados e...

— Não é pra tanto senhor. Apenas estamos conversando, não tem nada certo ainda.

— Eu sei delegado, mais não sei o porquê de ainda estarmos aqui.

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