Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Depois do almoço, Christopher me trouxe de volta para o apartamento de William. Ele teria uma reunião muito importante que não poderia adiar, mas antes eu o fiz prometer que iria em um encontro comigo, o qual eu havia prometido para ele que o levaria.
Nosso encontro seria amanhã, então já estava preparado tudo para que fosse perfeito.
Foi difícil fazer ele concordar em não ter o controle, sem estabelecer suas regras, resistiu, mas enfim, cedeu. Seria uma surpresa. Daquelas capazes de deixar aquele homem de queixo caído, sem aquela pose de machão.
Ainda precisava organizar algumas coisas, o que íamos fazer.
Marquei o encontro para as quatro horas da tarde de amanhã. Então daria o tempo que eu precisava para comprar as roupas que ele vestiria, porque terno, definitivamente, não combinaria com o que estava por vir.
Fui ao shopping e escolhi um conjunto de academia. Eu poderia falar para ele vir vestido, mas não. Eu queria ver a reação dele.
Escolhi tudo conforme o que sabia sobre ele. As vantagens de ter sido sua secretária. Eu o conhecia nos pequenos detalhes, nos gestos que ele nem percebia ter.
Seria memorável. Fora do convencional.
Assim que sairmos da primeira parte do encontro, iremos para a segunda parte, que será no Central Park, onde patinaremos e depois faremos um piquenique sob a luz das estrelas, que será nosso jantar.
Eu disse que o superaria, mas não tem como. Nada supera um jantar à luz de velas e uma semana em uma ilha particular.
***
O tempo passou rápido e logo já era a hora de Christopher me buscar. Acho que nem consegui dormir direito, de tanta ansiedade, virando de um lado para o outro na cama. Quando despertador tocou, eu já estava pronta, com o coração na mão e a certeza de que aquela noite seria inesquecível.
No momento em que ouvi o som do carro encostando na guia, a adrenalina assumiu o controle, transformando aquele frio na barriga em borboletas.
Efeito Christopher Walker.
Dei uma última olhada no espelho, respirei fundo e peguei as nossas coisas. O que quer que estivesse planejado para aquele dia, a espera finalmente havia acabado.
Um Mercedes preto para no meio fio e Christopher sai, dando a volta para abrir a porta para mim.
— Que cavalheiro. Obrigada — falo me sentando no banco do passageiro.
— Onde levarei a Linda Dama? — pergunta todo galão, enquanto colocava o carro em movimento.
— É surpresa, mas dirige até o Central Park e eu te falo a onde deve parar. Não adianta fazer essa cara, você vai saber quando chegarmos lá.