Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Dia depois
Tínhamos passado por vários lugares, cada um com seu brilho especial. A pulseira que Greta e William tinham me dado estava lotada de novos berloques, representando os lugares que tínhamos ido. Eu não a usava muito, por medo de quebrá-la ou Deus me livre de algo pior, mais eles sabiam que eu tinha amado o presente e que dava valor.
William tem estado de péssimo humor ultimamente, pelo que disse por alto, problemas com a empresa dele.
Ainda não sei sobre o que ele trabalha, a regra de não pesquisar o nome do amiguinho na internet estávamos levando muito a sério. Na verdade quase não usamos internet, a não ser William para trabalho ou eu e Greta para pesquisarmos pontos turísticos quando atracamos em alguma cidade. Mais é muito raramente, o celular foi trocado pela câmera. Ela tinha se tornado o item mais importante, porque ela registrava cada momento único que sabíamos que não iria voltar.
Por esse motivo, fizemos a noite de momentos. Recordamos tudo que aconteceu do último lugar que atracamos até quase chegarmos em outro.
Durante esses dias venho tendo a sensação que alguém está me observando. William diz ser paranoia, já Greta leva na esportiva. Como vivemos grudadas, ela diz que algum mafioso da Itália se apaixonou à distância por ela e anda a observando alimento sua obsessão, e como sou sua amiga também sou observada. Realmente ela não batia bem, mais eu a amava.
Quem tem anseio por ser sequestrada por um mafioso?
Os nossos momentos juntos eram incríveis, mesmo William agindo como um irmão mais velho super protetor e Greta como a Dora aventureira nos colocando em várias loucuras, mais alegrando nossos dias, independente dos acontecimentos que passou.
Ela tenta esconder, mais sei que sofre com essa "distância" que sofre com a família. Por mais que omita com seu jeito, seu sorriso não esconde o que realmente sente, que está triste por estar longe e fugindo daqueles que ama.
As nossas bagagens estavam cheias de lembranças, seja física ou mental.
- Que tal uma tatuagem de amigos? - Greta propôs de repente.
Dou uma gargalhada enquanto olho para William vendo sua reação.
- Não seria muito... cedo? - divago.
- Cedo e tempo é o que não temos. Qual é gente, mais uma loucura não faz mal.
- Você já falou isso e acabou com a gente quase sendo presa pelo o que me lembro - tombo a cabeça pro lado.
- Mero detalhe - ela revira os olhos - Qual é, o que é mais uma loucura? - questiona de novo arqueando a sobrancelha - E a gente acaba riscando mais um item da sua lista - fala animada pra mim.
Já nem me lembrava deste item.
- Por favor...
Ela me convenceu. Passamos por tantas coisas juntas, com a intimidade que temos e com as loucuras que cometemos, somos mais que melhores amigos já. Dizem que a idade é apenas um número, o tempo também. Se nos prendermos ao "cedo", pode ser que o depois seja muito tarde.