Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Estávamos voltando para a América no jatinho particular de William. Eu não via a hora de chegar, não via a hora de ver Greta.
Desde quando Christopher levou ela, William colocou seus homens para procurá-la. Demorou alguns dias, mas eles conseguiram localizar seu paradeiro. Ela estava na mansão dos pais dela, o pior lugar para ela estar...
Seu paradeiro foi difícil descobrir, porque ela meio que tinha "sumido do mapa", o que me preocupou, me fez criar mil e umas teorias para seu sumiço.
Me encosto na poltrona olhando pela janela as nuvens. O tempo estava nublado, as nuvens junto aos céus pareciam um mar, um mar calmo em meio ao meu caos.
Eu respirava luxo naquele jato. Tudo esbanjava riqueza, da lataria até o papel higiênico do banheiro.
Ele era realmente muito, mas muito rico. Se ele me falasse que tinha um carro banhado a ouro, eu iria acreditar sem pensar duas vezes.
No dia que estávamos contando nossos segredos, William me contou tudo que eu deveria saber sobre ele. Ele até disse que se duvidasse se era verdade, eu podia procurar na internet e tirar minhas próprias conclusões, claro que neguei, ele não seria louco de mentir para mim.
Mas uma coisa que ele me falou me chocou. O tempo todo que estávamos com ele, e mesmo quando não estávamos, tínhamos seguranças à paisana nos seguindo fazendo a nossa segurança. Ele era um homem muito rico, rico não, bilionário.
- Então quer dizer que eles podiam ter feito alguma coisa para que não fossemos presos? - pergunto com irritação.
Ele não nega, mas também não concorda, só dá de ombros desviando o olhar.
- Eles tinham ordem para agir quando estivéssemos em perigo iminente. Mas pensando bem, eu estava em perigo... tinha duas loiras malucas na minha frente. Vou ter que demiti-los - fala balançando a cabeça com pesar.
- Seu filho da...
Eu me sentia melhor sabendo quem realmente ele era. Aquele vazio que eu nem sabia que existia desapareceu. Aliviou me dominava ao ter certeza que não era paranoia da minha cabeça me sentir observada. Eu sabia que mesmo que eu insistisse, William se recusaria a me deixar sem nenhum tipo de segurança. Ele era um homem rico, poderoso, era normal ter inimigos e pessoas querendo o seu mal. Eu era seu ponto fraco, então ele não arriscaria a minha segurança por nada.
Eu sou teimosa, independente, não gosto de me sentir controlada ou limitada por ninguém. Se colocar esses armários humanos atrás de mim for a forma de eu poder viver livremente e ter a sua amizade, eu viverei. Mas não significa que não darei perdido neles...
- Consigo sentir daqui sua inquietação. Certeza que não quer um remédio para dormir? - William oferece.