Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Sorrio olhando as pequenas peças. Com certeza dona Ada as colocou escondida de William, se ele as visse nunca estariam aqui. Ele é bastante protetor quando quer, além de ter uma imaginação fértil e saber exatamente para o que vai servir; sem levar em conta, que ele adora tirar lingeries de corpinhos alheios por aí... quase todos os dias.
Ele é um verdadeiro puto, e um puto conhece o outro. Que William não escute meus pensamentos.
Procuro mais afundo na mala pelos meus remédios. Ada não os esqueceriam, William se certificaria que estivessem ali. Ao encontrar os fracos, vejo um bilhete preso em um deles.
"Não se esqueça de tomá-los. Qualquer coisa me ligue, estou a um telefone de distância. Não caia no papinho desse prostituto, Loira Original. Sei que é uma mulher inteligente e fará a coisa certa.
Com todo autocontrole que me resta, seu Viking."
Ao fundo também tinha um pequeno telefone com seu número de celular gravado nos contatos. Esse era o jeito estranho dele de mostrar que se importava comigo. Acho fofo da sua parte, pensar que Christopher tenha pegado meu celular impossibilitando de falar com ele.
Digito uma mensagem de texto o agradecendo, o confortando dizendo que estou bem e já estou com saudades dele e de Ada.
O último dia que tomei os remédios foi sábado, hoje era segunda, fazendo exatamente um dia e pouco que eu estava sem os tomar. Ainda bem que os sintomas da doença estavam quase inexistentes, somente sentia um mal-estar repentino, uma ânsia passageira; mas nada tão preocupante que me fizesse necessitar dos remédios com tanta urgência.
Por sorte, havia uma jarra de água na mesinha ao lado da cama. Me sirvo de um copo generoso de água e tiro os comprimidos que preciso tomar, depois fecho o frasco escondendo entre minhas roupas.
- O que é isso? - Sou surpreendida por Christopher.
Sua voz faz meu corpo tencionar por sua pergunta repentina, mas não posso paralisar. Preciso pensar. Em um gesto veloz levo os comprimidos até a boca e os engulo com a ajuda de um gole rápido de água.
— O que é isso, Amélia? O que você tomou? — repete a pergunta, franzindo a testa. — Amélia? — me chama com a voz séria, demonstrando a sua preocupação e irritabilidade por não o responder.
Com um sorriso forçado, eu o respondo, colocando uma falsa convicção em minha voz.
- Vitaminas. São vitaminas - ele inclina a cabeça estreitando os olhos em uma desconfiança clara - Não me olhe assim. Eles me ajudam a ficar mais disposta - era uma meia verdade - Não se preocupe - coloco o copo na mesa e me aproximo dele. - Apenas são remédios de rotina, nada preocupante. Não se preocupe. Hum? - sorrio amarelo dando por encerrado o assunto e o mudando - Já que estamos aqui, sozinhos... - me aproximo ainda mais dele colocando meus braços em volta do seu pescoço puxando-o para perto. O que vamos fazer? Aliás, adorei o meu quarto.