Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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O dia de hoje tinha tudo para ser perfeito, mas, ao descer a escada e ver aquela pessoa parada ao centro da sala, tudo se desfez. O ar, que momentos antes parecia leve, de repente ficou denso e pesado. O dia perfeito se desmoronou em questão de segundos.
Sua postura era rígida, a expressão, séria. Seu olhar encontrou o meu e não desviou. Ele podia até se parecer com o irmão, mas havia algo nele mais sombrio, mais perigoso.
— Pensei que você dispensava as mulheres logo cedo, irmãozinho — disse ele com arrogância.
Ele não falou o que acabei de escutar...
— Pelo jeito, vocês já se conheceram — interrompeu William, surgindo na sala, e sentindo a tensão no ar.
— Tive o desprazer. Ele achou que eu fosse uma das suas... hum... companhias íntimas — completei, secamente.
— Amélia, este é o Jacob — disse ele, com voz firme, mas com uma fricção de irritação. — Meu irmão. Irmão, esta é Amélia, a garota que conheci no cruzeiro, uma amiga minha, aquela que comentei com você.
— Ah — Um reconhecimento vazio, sem um pingo de constrangimento ou desculpa. — A amiga da minha noiva fujona. Que surpresa. William sempre teve... gostos inesperados.
Sorrio sem os dentes, revirando os olhos internamente.
Greta não merecia se casar com esse homem.
Um mármore de homem, em ambos sentidos, inalcançável, tão distante emocionalmente. Ela estaria condenada a uma vida infeliz.
Se ele está aqui, William está tramando alguma coisa.
Chego perto o suficiente dele para que seu irmão não ouça o que vou dizer.
— Seja lá o que você estiver planejando, cuidado. Eu sei que ele é seu irmão, mas não impede ele de te enganar para ter o que quer.
— Não se preocupe. Eu não seria tolo de confiar cegamente nele. Somos irmãos, mas sangue é apenas isso. Eu tenho um plano, e se ele sair como planejo, vai ser bom para todo mundo — assegura, falando no mesmo tom que o meu.
— Confio em você — falo sem hesitar — Bom, já que vocês vão conversar — me afasto, apontando para os dois — Eu vou sair, sempre a algo para conhecer em Nova York.
Caminho em direção a escada, mas paro, apenas para dar um aviso ao irmão do meu melhor amigo.
— E Jacob... Se você machucar a minha amiga, vou fazer você se arrepender de a ter machucado. — rio — E se William não te contou, eu tenho uma doença terminal, eu não tenho nada a perder. — pisco para ele — Apenas um aviso — sorrio docemente, como se eu não tivesse acabado de ameaçá-lo.
Ele esboça meio que um sorriso, posso até dizer surpreso por te-lo ameaçado.
Homens como ele não estão acostumados a serem tratados assim, ameaçados muito menos.