Capítulo 53

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Se ela soubesse o quanto é linda, não teria as inseguranças que tem, não se olharia da maneira que se olha

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Se ela soubesse o quanto é linda, não teria as inseguranças que tem, não se olharia da maneira que se olha. Ela acha que vou trocá-la, que ela é uma entre muitas que passam pela minha cama, não, ela é única, ela é minha.

Ela soltou um feitiço em mim que nenhuma outra mulher foi capaz, arruinando-me para qualquer outra, me fazendo só ter olhos para ela. Eu não vou deixá-la ir embora, nunca, ela me estragou para outras mulheres, ela tem a responsabilidade de ficar comigo, e algo me diz que isso que sinto não é passageiro, é para sempre.

Eu não quero sufocá-la, mas se ela insistir em me afastar não terei outra alternativa a não ser aprisioná-la contra mim, não sei se conseguirei viver sem ela.

Ela se tornou minha obsessão, fez com que minha possessão crescesse a níveis inimagináveis, me fazendo sentir necessidade de marcar a sua pele macia. Não sou racional quando o assunto é ela, ela me faz um homem das cavernas.

Eu não sei lidar com isso, ninguém nunca me fez me sentir assim.

Tenho que me controlar, estou agindo como um animal, mas ver seu corpo repousando em meio aos lençóis exausta do sexo violento que tivemos não ajuda. Deveria me sentir arrependido, culpado, mas apenas sinto satisfação por ter lhe dado prazer ao ponto dela estar nessa situação, ainda mais sabendo que se eu levantasse as cobertas poderia ver o seu corpo nu com as marcas das minhas mãos pela sua pele, especialmente em sua bunda.

Tenho que pensar em meus próximos passos com cuidado para não dar um passo maior que a perna... o que já era tarde demais. O anel que eu tinha em meu bolso por todo o jantar estava em seu anelar esquerdo, um anel de noivado.

Mandei fazer especialmente para ela quando descobri onde ela estava. Ele era único como ela, com a aparência antiga, mas sofisticado e delicado, cravejado de pequenos diamantes fazendo o miolo das flores. O aro se tornava irregular chegando na pedra no centro, dando um design de espinhos, mas o que mais chamava atenção era a pedra de Garnet Azul em formato oval no meio.

Impulsivo? Sim, talvez, mas agora já era tarde demais para voltar atrás.

Eu nunca quis nada sério com ninguém, ter compromisso estava fora de questão. Gostava de viver a vida sem amarras, sem dar satisfação, sem me apegar a ninguém, sempre curti a minha liberdade. Mas tudo mudou naquela noite, naquele baile, quando eu realmente a vi.

Ela estava conversando com Greta no bar, vestindo um longo vestido de cor vinho. De onde eu estava, podia ver o profundo decote que realçava seus seios. Eu a observava de longe, sua interação com minha irmã, suas pernas cruzadas que graças a fenda daquele maldito vestido me fazia ver uma de suas pernas nuas, um atentado à imaginação de todos os homens.

Eles a desejavam, mas só eu a teria. Quando ela se virou pode ver as suas costas nuas, aquela foi a minha deixa. Não pedi mais o meu tempo e fui até ela, me apresentei e a conheci melhor pela noite toda, mas então pela manhã ela desapareceu.

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