Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Já era de se esperar que ele não me reconhecesse, mais ele se sentir atraído por mim? Essa eu não estava esperando.
Nota mental: Nova Amélia, novas aventuras, digamos assim.
Ele abre o seu melhor sorriso molhador de calcinhas, o qual eu nunca tive o privilégio de conhecer, bom, pelo menos até agora.
Eu sabia de todos os seus truques, eu era a sua secretária a mais de 2 anos, não era pra menos. Conhecia bem a sua fama de mulherengo, o seu jogo de sedução e o que vinha depois desse seu sorriso.
Eu era encarregada de dispensar as mulheres que vinham atrás dele não querendo apenas uma noite. Eu sentia pena e dó delas, por se rebaixarem a correrem atrás de um homem.
- Muito prazer em conhecê-lo Christopher. A festa está divina, meus parabéns. Mande meus cumprimentos à equipe organizadora - falo e dou um gole em meu Daiquiri.
- Mandarei - filho da puta, imbecil - Eles fizeram um trabalho excelente - eu que fiz um trabalho excelente.
Não quero mais ficar um minuto aqui, parece tortura ficar tanto tempo perto dele e não falar uma boas pra ele.
- Infelizmente um conhecido meu me esperar do outro lado do salão - minto na cara dura - Foi um prazer conhecê-la Greta - vou dar um beijo em sua bochecha e sussurro em seu ouvido - Por favor, não conte a ele quem eu sou - Foi um prazer conhecer-te, anfitrião - lhe faço uma reverência. Eu faço isso por causa do jeito que ele me chamou, linda dama. Então acho como uma dama a ele - Espero encontrá-lo em outras ocasiões, até mais ver - falando isso, eu saio dela como uma doida, como a Cinderela.
Consigo sentir que eles me observam de longe, preciso me enturmar.
A minha sorte é que vejo uma senhora que algumas vezes foi a empresa, ela me reconhece e me cumprimenta.
- Amélia, quanto tempo que eu não te vejo. Está tão linda neste vestido, quase não te reconheci.
Sorrio com o elogio.
- Obrigada Sra. Rouj, mais devo dizer que a Sra. está um espetáculo. Coitado do Sr. Rouj, terá que manter os marmanjos bem longe.
Ela ri ao meu comentário.
- Quem me dera, não sou eu que está divina em um certo vestido vermelho - ela empurra de leve seu ombro no meu - Devo dizer mais uma vez que está linda querida - diz fazendo minha bochechas ficarem em tons vermelhos - Devemos tomar um café um dia desses, colocar o papo em dia.
Quando seu esposo ia à empresa para tratar negócios com Walker, eu lhe fazia companhia. Acabou que eu e ela ficamos grandes amigas, bom, conversávamos sobre livros, e conversar sobre livros se é uma amizade de prestígio.
- Sim, claro. E falando nisso, acabei de ler aquele livro que me indicou - riu - Não sabia que a Sra. lia livros tão... tão picantes.
Ela ri mais ainda.
- O que devo dizer, os livros "picantes" são os melhores - fala fazendo ambas rirmos - Mais não conte a Fred, ele tem o temperamento parecido aos homens dos livros.
- Humm... então você achou o que tanto lia nos livros.
- Ah sim, tanto que li, ergui paredes ao meu redor que só o homem que eu desejei passaria por elas.
- E ele passo, e passo bem passado - falo lhe oferecendo um sorriso malicioso fazendo ela corar - Deve dizer que o amor de vocês é lindo, a parceria e o companheirismo que construíram.
- Isso veio de muitos anos de lutas. Algum dia você vai encontrar uma pessoa assim, ela vai te amar como Fred me ama, ou talvez te ame muito além, porque o amor de pessoa pra pessoa varia.
Lhe dou um meio sorriso, isso que ela falou nunca iria acontecer. Ou se acontecesse, a pessoa choraria em poucos meses em cima do meu caixão.
Me despeço dela, lhe dou um abraço e um beijo em sua bochecha enrugada. Talvez hoje seria a última vez que eu a veria.
- Fique bem Sra. Rouj, quer dizer Taya - rio - eu nunca vou me acostumar a te chamar de Taya, só de Sra. ou Sra. Rouj - contínuo - Lê bastante livro, eles são os melhores companheiros da vida, não conte a Fred - falo de modo baixo.
Quando eu abraçava senti uma lágrima escorrer pelos meus olhos, era por isso que eu não criava relações, era o medo de ser abandonada, mais agora era eu que iria abandonar ela.
Ando outra vez até o toalete para arrumar minha maquiagem. Era incrível que até então não estivesse toda borrada.
Escuto a porta do banheiro bater notificando que alguém tinha entrado. Não dei muita bola e continuo a fazer o que eu estava fazendo.
Sinto braços rodeando meu corpo, braços musculosos por sinal.
- Está me evitando, linda dama? - sua voz soa rouca em meu ouvido.
Ele apoia sua cabeça em meu ombro fazendo com que eu inclinei minha cabeça para o lado.
Encaro pelo espelho a nossa frente.
- Não sabia que usar o toalete significa ignora-lo, peço desculpas se passei essa impressão. Mais lhe garanto que não tive a intenção.
Era verdade pois eu não estava lhe ignorando, estava fugindo dele me enturmando com Sra. Taya, mais o banheiro não estava naquela questão.
Rio de modo descontraído.
- Acho que entrou no banheiro errado Sr. Walker, ou devo chamá-lo de Sra. Walker? - zombo.
Sério Amélia?
- Acho que devo mostrá-la que não sou nada... - se aproxima da minha orelha e sussurra - feminino - ele me prende mais em seus braços, fazendo que seu corpo fique mais perto de mim, me fazendo sentir algo duro sendo pressionado contra as minhas nádegas - Acredita em mim? - dá um sorriso malicioso.
- Acredito apenas vendo - falo devolvendo seu sorriso atrás do espelho.
Sério Amélia? Vai flertar com o inimigo?
- Terei o maior prazer - diz dando ênfase em "maior".
Acredito que talvez o seu pau seja do tamanho do seu ego, enorme! Mais não leve como um elogio, nem tudo que é enorme é bom, talvez ele me faça um oral por caso do seu brinquedinho não funcionar direito. Oras, ele tem mais de 30 anos, é quando a idade começa a vir.
-Está esperando o que?
Talvez eu me arrependa mais tarde, mais hoje a noite eu tiraria o lacre de lá debaixo.
Nota mental: parar de pensar que vai ser com o meu chefe, que segunda-feira vai ser o meu ex-chefe.
Eu não deveria pensar isso, mais enquanto eu deixava ele me guiar pelos corredores do salão até a saída, eu não parava de pensar que ele se sentia atraído por mim.
Ele iria transar com a mulher que ele sempre sentiu nojo, dó, pena e humilhou, como dizem, o mundo não gira, ele capota.
E nesse tombo morreu a velha eu!
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