Capítulo 17

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Depois que saímos do aeroporto pegamos um táxi com destino ao hotel que eu tinha alugado

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Depois que saímos do aeroporto pegamos um táxi com destino ao hotel que eu tinha alugado.

Quando chegamos lá fizemos check in. Paguei um valor extra por Greta estar comigo. Eles não estavam informados que teria mais uma pessoa e bom, eu também não estava.

— Não sabia que era rica — diz reparando no quarto que estamos que esbanjava luxo.

Rio do seu comentário.

— E eu não sou, mas por hora sim. E não, não roubei ninguém e muito menos sequestrei alguém.

— Fico feliz de descobrir isso — diz de modo descontraído — Aquilo que você me disse no aeroporto é verdade? — disse mudando o clima.

— Eu disse muitas coisas — murmuro.

— Sobre a sua doença, Amélia — constata o que eu já sabia.

— Sim. Eu tenho mais ou menos 6 meses de vida e se eu tivesse sorte, 1 ano — falo fazendo ela levar as mãos à boca.

— Oh meu Deus, Amélia — murmura em estado de choque com os olhos levemente lacrimejados.

— Ei, não precisa ficar assim. Se você chorar, eu também vou chorar e te garanto que não será nada bonito, Greta — falo me lembrando do episódio que eu tive — Vamos esquecer que eu tenho essa doença, por favor. Eu quero viver esse meu prazo de vida me vendo livre da sombra dessa doença. Não quero morrer infeliz e muito menos ficar esses dias até o meu fim com o pensando que daqui a algum tempo meu coração vai parar por causa dessa doença — falo dando um sorriso triste.

— E não vai. Eu vou te ajudar como eu sei que você tá me ajudando. O que tem em mente?

— Vai me achar louca, mas eu fiz uma lista de coisas pra mim fazer antes de... você sabe o que.

— Então me diga quais, prometo te acompanhar se não for coisas, digamos assim, muito loucas — falou nos fazendo rir.

— Não tem nada de louco, bom, eu acredito — falo entre risos — Mas acho que o nome não entra nessa equação.

— Qual é o nome?

— Projeto morra feliz — falo fazendo careta — eu sei que pode parecer um nome péssimo, mas ele entre os outros é o único que salva.

— Duvido.

— Lia feliz, não infeliz, morrendo e pecando, quase morta... por aí vai — falo rindo

— Com certeza "projeto morra feliz" foi o melhor nome que você poderia ter dado, sem sombras de dúvidas.

Tombo a cabeça de um lado e faço cara de pensativa.

— É, eu tenho bom gosto — rio fazendo ela balançar a cabeça em negação enquanto gargalhava.

— Eu não sei como a nossa convivência vai funcionar. — suspiro — Quando vi que era você no aeroporto e estava mal eu só pensei em te ajudar. Não pensei nas consequências que poderia acontecer — rio sem graça — Eu nem sequer te falei pra onde íamos e fiquei insistindo para que vinhesse comigo.

Vivendo em MesesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora