Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Não, não pode ser, isso só pode ser um sonho, ou um pesadelo erótico muito molhado que me faz sentir braços fortes segurando meu corpo. Fecho meus olhos os espremendo para que pare, para que eu acorde logo e saia desse pesadelo. Eu não posso ter cometido essa burrada.
— Amélia — escuto uma voz me chamar, não qualquer voz, mas a dele.
— Isso não é real, não pode ser — murmuro para mim, era como se eu quisesse me convencer disso.
Tento sair, mas me sinto presa, ele me prende.
Instantaneamente as memórias daquela noite vem com tudo. Elas entram na minha cabeça com toda velocidade, como se eu estivesse assistindo um filme em alta velocidade, só que o filme muda, ao invés de ser aquela noite, se torna essa noite, o baile de máscaras do sheik.
O sentimento de traição, enganação vem como um avalanche.
Era como se eu revivesse aquela noite, mas sabia que ele mentia pra mim, rindo da minha cara pelas minhas costas.
— Amélia — ele me chama de novo.
— Me solta, me solta, Christopher! — consigo dizer fazendo ele me largar.
Me forço a levantar, procuro por minhas roupas, mas só acho meu vestido jogado em um canto do quarto e retalhos do que era pra ser minha calcinha.
— Isso não deveria ter acontecido — murmuro enquanto me visto.
Ele era o pressentimento ruim de Greta. Parecia que ela sentia que alguma coisa iria acontecer, me arrependo de a ter encorajado a vir quando podíamos estar agora em nossa cabine tendo a noite de cinema.
Ele se levanta quando percebe minha intenção de ir embora. Ele estava seminu na minha frente, sua cueca boxe escondia sua intimidade de mim, o que era bom, já que eu não conseguiria conversar com aquela coisa pra fora.
— Aonde pensa vai?
Engulo o nó na minha garganta e consigo dizer aquilo que estava entalado.
— Pra longe de você. Isso... — aponto pra mim e pra ele — não deveria ter acontecido.
— Não é o que seu corpo me diz — diz andando na minha direção.
Meus mamilos endurecem pelo frio. Por mais que estamos em uma região muito quente, as madrugadas eram muito frias. Ele conseguia ver meus mamilos endurecidos pelo tecido do meu vestido.
— Você não mudou nada, continua sendo um babaca — eu digo, recuando — Esquece que isso aconteceu, não significou nada, foi apenas uma noite, como tantas que você já teve — vou em direção a porta, mas ele fica em minha frente me impedindo.
Ele me olha determinado e diz que não vai me deixar ir embora sem antes conversarmos.
— Você sabe que não foi apenas isso. Eu sei, Amélia, eu sei que era você naquela noite — eu sabia que noite ele se referia.