Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Desço as escadas correndo, sendo capaz até de um acidente acontecer. Minhas pernas estavam bambas, mas eu não me importava, a única coisa que eu queria era estar o mais longe dele.
Queria logo me encontrar com Greta e William, não parava de remoer em minha cabeça que não devíamos ter vindo ao baile, ou talvez nos separarmos.
Suas palavras não saem da minha cabeça, era muito para processar. Estava sentindo um misto de sentimentos.
Ele queria que transíssemos para depois me contar a verdade, mas não contava que eu acordasse antes e tirasse sua máscara revelando sua identidade.
Eu estava magoada, triste, com raiva dele. Eu não sabia que era possível sentir todos esses sentimentos juntos, a decepção é maior quando menos esperamos.
Pessoas como eu, nunca têm finais felizes. Eu me enganei pensando que poderia ter os últimos meses da minha vida feliz.
Não posso ser hipócrita e dizer que não tive, vivi momentos incríveis, conheci pessoas incríveis, como também lugares incríveis, para no fim tudo ser tomado de mim dessa maneira.
Christopher não tinha o direto de chegar e me arrastar para sua bagunça, transformando minha vida em um caos.
Chego no salão de baile tentando encontrar meus amigos. A quantidade de pessoas tinha diminuído, a música que antes era animada estava mais calma, como se fosse a forma de avisar aos convidados que tinha chegado a hora de partir.
Alguns minutos depois de os procurar, desisto. Eles já devem estar no cruzeiro, pelo menos Greta.
Vou em direção às portas duplas e sou tomada pelo ar frio da madrugada. Caminho em direção a recepcionista pegando de volta meus objetos pessoais.
Quando ligo meu celular percebo que são mais das duas da manhã. Ligações de Greta e William apareciam no visor, além de mensagens de textos avisando que já tinham ido embora. Retorno, mas só dá na caixa postal.
Peço a moça da recepção me chamar um táxi, enquanto espero deixo uma mensagem no correio de voz de Greta.
— Greta, me liga de volta assim que puder. Estou preocupada com você. Christopher está no baile, me encontrei com ele — vejo o táxi se aproximando — Depois eu explico melhor, me liga!
Entro no carro, coloco o cinto e me encosto no vidro da janela.
— Para onde?— o motorista pergunta em um forte sotaque árabe.
— Porto de Zayed.
Permaneço em silêncio todo o caminho. A viagem de carro até o porto demora mais do que esperado, parece que quando mais queremos chegar, mas demora.
Entro na cabine chamando por Greta, mas sou recebida pelo silêncio. Procuro por ela por todos os cantos, mas não a acho. Seus pertences ainda estavam no closet, a cama estava intocada.