Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Caminhávamos em direção à cachoeira, o tempo estava perfeito para um banho.
Metade do caminho fizemos por quadriciclo, o que foi uma aventura e tanto pela adrenalina que Christopher me fez passar. A outra metade fizemos a pé, o caminho era muito íngreme e de difícil acesso. A cada passo que dávamos, mas perto ficamos da cachoeira. Como eu sabia? O som. A cascata caindo era possível ouvir de longe. Até que...
— Uau... isso é lindo! — exclamei, maravilhada.
— Esse foi um dos motivos de ter comprado essa ilha.
O barulho da água e dos pássaros junto ao vento se fazia presente. Realmente eu entendia o porquê de ele ter comprado esse lugar, era tão lindo, tão único. Era como se fosse um paraíso composto por águas cristalinas, pedras musgosas e a vegetação.
Christopher começou a tirar a roupa, ficando apenas com uma sunga. Logo se atirou na água, espirrando água para todos os lados.
— Eiii! Cuidado! — mas ele não me ouviu. Ele mergulhou e com braçadas potentes atravessava as águas, se distanciando da margem.
Me sentei em uma pedra e o observei nadar.
— Você não vem? — gritou.
— Estou apenas aproveitando a paisagem — digo o secando com o olhar, enquanto mordo os lábios.
Ele ri jogando a cabeça para trás, como era bom ver ele tão descontraído.
— Vamos, ou irei buscá-la.
— Você não seria capaz disso — ele arqueia as sobrancelhas em claro desafio. Ele adora um desafio. Diante da minha provocação, ele anda em minha direção — Ok. Eu entro — ele para onde está e me espera.
Tiro meu short, o jogando junto as suas roupas num canto afastado. Começo a andar até a margem.
— Está gelada — murmuro quando sinto as águas pelos meus pés.
— Só quando você entra, logo você se acostuma.
— Não jogue água em mim! — aviso.
Entro aos poucos, a água da cachoeira era gelada, mas depois que você entra, você se acostuma. A água ficava uma delícia, uma carícia contra o calor.
Faço algo sem pensar, mergulho as mãos na água e jogo um jato nele. Ele me olha desacreditado, como se não acreditasse que eu pudesse fazer aquilo, mas me arrependo logo depois. Ah, caramba, eu deveria ter pensado melhor.
— Não! Nem pense nisso! — tentei nadar para longe, mas era inútil.
— Tarde demais — ele disse, rindo — Agora é guerra! — e sem cerimônias, contra-atacou, jogando jatos e mais jatos de água.
— Então toma isso! — brinquei, jogando água nele. — Eu sou a rainha das águas, baby. Sofra minha ira! — forço uma risada maléfica.
Nossas risadas se espalhavam pelo ar, misturando-se ao barulho da água e ao barulho da natureza ao redor.