Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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A viagem de volta passou como um borrão, e quando percebi já estávamos a poucas quadras do apartamento de William. Ele tinha me mandando mensagem dizendo que ninguém estava no apartamento, que eu teria privacidade para finalmente contar.
— Está tudo bem? Você está meio inquieta — fala, apertando suavemente minha coxa — Não comeu quase nada no jantar.
Me viro para ele, desencostando a cabeça da janela, e sorrio amarelo para tranquilizá-lo, dizendo que apenas estou ansiosa para chegar em casa. Faço pouco caso. Mas era uma meia-verdade. Eu estava ansiosa para chegar, mas também para contar tudo para ele.
— Está ansiosa para ficar longe de mim?
— Não, claro que não. E você sabe que podemos nos encontrar sempre que quisermos, além de quem estamos a um telefonema de distância.
— Não precisarei te chantagear, linda dama? — reviro os olhos com o seu comentário.
— Não, porque serei eu que te levarei para um encontro. — ele me olha surpreso. — Ainda não sei aonde te levarei, mas estará à altura de Christopher Walker, o poderoso CEO. — falo rindo, já pensando que escolherei algo mirabolante.
— Contando que seja com você, com certeza eu gostarei. — diz envolvendo meu rosto com suas mãos e tomando minha boca em um beijo, lento e profundo.
Nos afastamos e ficamos nos encarando, em silêncio, enquanto o mundo parecia desaparecer ao nosso redor, mas nosso momento foi interrompido pela parada do carro.
— Acho que chegamos — ele murmura próximo aos meus lábios.
Coragem, Amélia, você consegue, é só dizer, é inevitável, ele tem que saber.
Solto o ar que nem sabia que estava prendendo.
— Vem, vamos subir.
— Não acho que... — o interrompo.
— Confia em mim. William não vai fazer nada com você. Com certeza ele nem deve estar — omito a parte que sei que ele não esta — Vamos. Pensei que quisesse ficar comigo? — falei em voz baixa, não deixando esconde a expectativa na minha voz.
— O que eu não faço por você.
Saímos do carro e ele pegou minha mala com o motorista, carregando-a até o elevador privativo junto conosco. A subida até a cobertura nunca pareceu tão rápida, como se o tempo estivesse acelerando apenas para nos levar àquele momento que eu tanto havia adiado.
— Tem certeza que está bem? Se quiser, eu... — o interrompo de novo.
— Estou bem. Não precisa ficar se preocupando comigo. Estou sob muitas emoções, e... — toco seu peito com a minha mão, deslizando para cima — você é uma dessas razões. — com um movimento suave, mas firme, puxo-o para baixo. Ele se inclina, cedendo ao meu toque. Tomo sua boca em um beijo suave, lento.