Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
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Após a festa de boas vindas do navio, voltamos pro quarto, pedimos a Demond uma garrafa de vinho e taças. Enquanto ele não chegava, aproveitamos para vestirmos nossos pijamas, lavamos o rosto tirando a maquiagem e arrumamos as coisas para levarmos lá fora.
Espreguiçadeiras, brisa do mar, taças de vinho e a luz do luar. Quatro combinações perfeitas para se aproveitar um fim de noite.
Por mais que esteja um pouquinho frio mesmo com as mantas nos cobrindo, continuamos lá fora olhando para o escuro que escondia o horizonte.
O som das ondas se quebrando contra o navio era como música de ninar.
Tudo era tão calmo, tranquilo, trazia aquela sensação de paz de apenas estar ali.
- O que vamos fazer amanhã? - Greta perguntou chamando minha atenção.
- Não faço a mínima ideia. O que tem vontade de fazer?
- Tudo! - murmurou rindo - Aqui tem tantas coisas legais que é impossível escolher somente uma, ou qual fazer primeiro.
Rio.
Eu entendo, estou na mesma situação que ela. Por isso fiz que ela escolhesse qual iríamos, mas ela tá pior que eu em questão de escolha.
- Vamos pedir pro Sr. Demond fazer um itinerário pra gente. Claro que vai ter algumas coisas que não serão incluídas, porque não tem que marcar horário. Ele deve ter conhecido várias pessoas e sabe criar um perfil sobre a gente.
Ela maneou a cabeça de um lado pro outro concordando comigo.
- Vamos pedir isso a ele amanhã - diz nós fazendo ficar em silêncio.
- Você acha que eles sentem a minha falta? - Greta pergunta de repente quebrando o silêncio.
- Mais é claro que sim. Nesse pouco tempo que eu te conheço não vejo mais minha vida sem você. Então sim, eles sentem a sua falta.
- Você não ta falando isso porque sabe que eu preciso ouvir isso, não é? - pergunta sentimental.
- Eu nunca mentiria pra você, Greta. Você confiou em mim quando decidiu vir comigo naquele aeroporto, o mínimo que posso fazer é ser sincera com você. O que eu disse é verdade, bom, eu acredito. Se fosse eu no lugar deles, eu sentiria.
- Obrigada Amélia. Obrigada por trombar em mim naquele aeroporto e me oferecer ajuda. Se não fosse você, agora eu estaria vagando pelas ruas de algum lugar procurando como louca um lugar para dormir - ela estica o braço e pega a minha mão apertando - Eu estarei aqui pro que precisar. Quando... - faz uma pausa - Quando a sua doença avançar, eu cuidarei de você.
- Não, você não vai cuidar de mim. Eu não quero que você me veja definhando em cima de uma cama, não quero que perca seu tempo comigo.
- Você acha que mesmo depois de tudo que você fez por mim eu vou deixar você morrer sozinha? Vai sonhando, querida. Acho que você não me conhece o suficiente pra saber, mas vai conhecer e saber que pelas pessoas que eu gosto eu vou até o fim. Eu não vou sair do seu lado - ela ri - Falando assim parece que nós nos casamos - fala me fazendo lembrar do que o padre diz "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença..." - Mais eu falo sério, eu não vou sair do seu lado, então agora eu acho que é a minha vez de te agradecer - pontuo.