Capítulo 50

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Dançamos, rimos e conversamos

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Dançamos, rimos e conversamos. Logo meus pés estavam doendo pelas performances, mas com certeza o de Christopher estava pior. Cada pisam que dei em seu pé (claro que sem querer), faria o ter bolhas ou calos.

Eu o avisei no início que seus pés talvez não sairiam ilesos, mas valeu a pena para o momento que estávamos vivendo agora. Estar deitada em seu peito e com o rosto escondido em seu pescoço parecia ser tão certo, tão perfeito, mas era algo que eu não podia querer, eu não deveria.

O vento frio do mar chicoteava meus cabelos e o balanço de nossos corpos me fazia sentir segura em seus braços. Eu sentia seu coração batendo forte contra o meu, eu o ouvia batendo forte, sua respiração quente em meu cabelo, seus braços me apertando com carinho, me dando sensação de segurança, formando um... lar. Eu queria ficar assim para sempre, mas sabia que era impossível. Ele tinha uma vida, uma família, um futuro a viver. E eu... eu era apenas uma pessoa que aproveitaria um tempo em seus braços e depois partiria em pouco tempo e talvez, se suas palavras fossem verdadeiras, levaria seu coração junto.

Eu o empurro com força, me afastando dele.

A música que antes era calma, romântica, para de tocar no mesmo instante.

— Não, isso não está certo — balançado a cabeça em negação — Eu não posso fazer isso com você, comigo... — murmuro — Isso não deveria ter acontecido — falo a mesma coisa que disse dias atrás — Foi um erro.

Ele faz um sinal com a mão que faz todos saírem e nos deixarem sozinhos.

Eu sei que posso estar confundindo sua obsessão por amor, mas prefiro me enganar do que ser egoísta e não pensar em seus sentimentos.

Eu tinha que manter ele afastado.

— Quer parar de dizer essas coisas? Essas palavras? É pelas coisas que eu fiz? Pelo meu passado? Algo que fiz hoje? Se for por isso, me desculpe, caramba, eu queria que tudo fosse perfeito — ele fala explodindo, e ao mesmo tempo, me enchendo de perguntas.

— Não, tudo estava perfeito, mas...

Eu deveria contar, eu deveria contar da minha doença, mas não era o momento certo, nunca iria ser e eu também não sabia por onde começar sem que acabasse com nossas noites. Além disso, eu não queria contar, eu não queria que ele soubesse, mas era necessário se ele fosse querer ter algo comigo e eu com ele.

Cobro do William que seja verdadeiro e que não esconda nada de mim, mas no final eu o entendo. Certos segredos têm que ficarem como estão, em segredo, guardados para não magoar ou machucar alguém.

— Eu não posso continuar com isso. Estamos em momentos diferentes de nossas vidas. Eu, como você, isso... — aponto com o dedo para mim e para ele — Não vai dar certo, não está dando desde o começo — dizer aquelas palavras foi como dizer: não é você, sou eu!

— O que você tem medo, Amélia? Não minta para mim. Você sabe quem eu sou, mas eu não sei quem é você. Toda vez se esquiva, some, me mantém longe. Desde a noite do baile quero você, eu deixei bem claro desde o começo e não vou desistir de você, então por que me mantém longe? Inventa mil e uma desculpas?

Vivendo em MesesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora