Capítulo 62

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No dia seguinte acordo com a luz entrando pela fresta da cortina

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No dia seguinte acordo com a luz entrando pela fresta da cortina. Christopher dormia agarrado a mim, com as nossas pernas entrelaçadas e minha bochecha contra seu peito.

Escutar seu coração batendo era reconfortante, ainda mais com seus braços à minha volta, me puxando pra si. Tento sair do seu aperto, mas ele me aperta ainda mais.

Com certeza com medo que eu fuja.

— Se está pensando em fugir depois de tudo, vou ter que te prender nesta cama, a mim — escuto sua voz rouca de sono ressoar.

Eu rio, virando a cabeça em sua direção.

— Eu seria louca se fizesse isso. Só quero ir ao banheiro.

— Diga que você está bem? — exige, me fazendo revirar os olhos — Estou falando sério, peguei pesado com você.

Devo estar horrível depois das rodadas intensas que tivemos.

— Christopher! Eu preciso ir ao banheiro — falo tentando sair do seu aperto, empurrando ele. Mas ele apenas ri, descendo seus lábios em meu pescoço, sugando e mordiscando minha pele — choramingo, apertada.

Não consigo sair porque minhas pernas estão em meio das suas pernas, tendo seu peso me imobilizando.

— Contando que você fique comigo, não tem problema.

— Credo. Me deixa fazer sair! Se nao eu vou fazer xixi em você como cachorro — mordo seu queixo — É bom que eu marco meu território — falo com um sorriso maroto.

A contra gosto ele me solta, mas fazendo com que eu concorde com uma promessa boba que eu não fugiria. Mesmo que eu quisesse, eu não iria a lugar nenhum.

Levanto e coloco a blusa dele que estava caída ao pé da cama. Conseguia sentir seus olhos em mim enquanto me vestia.

Depois que faço minhas necessidades, encaro meu próprio reflexo no espelho. Meus cabelos estavam despenteados, meu rosto estava relaxado, com os lábios levemente inchados e vermelhos. Mas a dor gostosa entre minhas pernas confirmava o que eu já sabia, o quão bem fudida eu tinha sido.

Abro a porta vendo ele deitado de bruços, com o rosto voltado para mim. Mas percebo algo.

— Christopher, você está bem? — pergunto, me aproximando.

— Sim, só... — funga — acho que peguei um resfriado.

Coloco minha mão em sua testa, sentindo-a um pouco quente, enquanto seu nariz escorre.

— O que está sentindo?

— Nada — diz me puxando pra si, fazendo que eu caia sobre seu corpo — Agora que tal continuar de onde paramos? — ele não espera uma resposta, toma meus lábios em um beijo urgente e faminto.

Sua boca explorava a minha, aprofundando o beijo. Cada movimento era calculado, como se estivesse memorizando cada canto da minha boca. Seu cheiro inundava meus sentidos, o cheiro do que tínhamos feito. Se continuarmos, ficaremos nessa cama o dia todo.

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