Amélia Jones nunca teve uma vida fácil, mais quando descobre que tem uma doença sem cura e poucos meses de vida ela surta. Tomada pelo surto e pelo choque, ela decide jogar tudo pro ar e ir viver tudo que ela nunca viveu em toda a sua vida nos últim...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ok, a ficha caiu e eu sei o que vai acontecer comigo daqui alguns mesa.
Tá, mais como é que eu vou começar o projeto morra feliz? Eu sei, péssimo nome para dar, mais vai por mim, ele era o melhor entre os outros.
Lia feliz, não infeliz. Morrendo e pecando, eu não parava de me perguntar se eu ia pecar. Quase morta, pesado demais.
E por aí foi os nomes, então projeto morra feliz era o melhor entre os outros (não queiram saber os outros).
O projeto só tinha nome, então cabia a mim pensar nos próximos passos que eu ia dar, só que eu não consegui pensar em nada, e quando você não consegue pensar em nada? Você vai à internet, especificamente ao maravilhoso Google.
Sim, eu pesquisei coisas pra fazer antes de morrer!
Levando em mente que eu não quero ser presa e passar os restos dos meus dias na cadeia, descartei a maioria das opções.
Apareceu algumas coisas doidas, como visitar um vulcão ativo, comprar um réptil de estimação, ficar uma semana sem tomar banho e por aí vai, mais também tinha coisas sensacionais, como doar cabelos para pessoas com câncer, esse com certeza eu vou fazer.
Com uma caneta e uma folha, eu escrevo a minha lista de coisas pra mim fazer antes de partir. Ela não ficou tão pequena e nem tão grande, mais ficou da medida certa.
A vida só vai valer a pena se morremos felizes, então pra isso acontecer devemos nos colocar em primeiro lugar, nos amar. Saber ver quando estamos errando com nós mesmos e também com as pessoas, porque se colocar em primeiro lugar é também uma via de mão dupla.
Agora outra coisa que eu devia me preocupar, o dinheiro. Eu tinha algumas economias guardadas no banco e também acho que eu poderia vender as ações que a dona Sandra me deixou no meu nome. Daria um bom dinheiro, eu acho, mais se não dá-se, eu poderia pegar um empréstimo no banco, no qual eu nunca iria pagar.
Agiota estava fora de questão, além do prazo deles serem pequenos, dependendo de quem for, eles te acham até no inferno e te fazem pagar uma forma ou de outra, e com juros altíssimos ainda.
Não peguem empréstimo com agiotas.
Além de que, eles podem simplesmente te matarem.
Escuto meu celular apitar em algum lugar do quarto, procuro ele e o acho embaixo de uma pilha de coisas.
Merda, vou ter que arrumar meu quarto.
Pego meu celular e vejo que tinha chegado uma mensagem de uns dos colaboradores do baile.
Merda, o baile!
Tinha me esquecido dele. Como eu pude me esquecer dele? Lembrei, recebi um diagnóstico chocante que abalou o meu mundo.
Respondo a mensagem e vou arrumar meu quarto.
Depois de alguns minutos depois ele está arrumado, mais com algumas coisas faltando.
Vidro quando quebra não tem concerto.
Troco de roupa e coloco uma roupa de sair, vou começar o projeto morra feliz.
Como o carro ainda está no concerto, pego um táxi rumo ao banco. Quando chego lá fico esperando até ser atendida.
Como era um assunto com bastante dinheiro envolvido, fui atendida pelo o gerente do banco.
- Prazer em conhecê-la Srta. Jones, sente-se por favor.
Me sento na sua frente e pego os documentos necessários que eu iria usar.
- O que a Srta gostaria de falar? - pergunta de modo profissional.
-Eu gostaria de retirar as ações que Sandra Lins me deixou, e também todo o dinheiro do meu plano de aposentadoria que eu tenho - lhe entrego todos os documentos necessários.
- A Srta sabe que o banco só pode disponibilizar esse dinheiro todo com uma justificativa.
-Eu vou morrer em poucos meses senhor, essa justificativa é o bastante? Aqui o documento que meu médico disponibilizou para confirmação da doença que eu tenho - lhe entrego.
Ele olha os papéis e depois me olha. Consigo perceber através dos seus Olhos, ele sente pena de mim.
-Tem certeza que quer retirar todo esse dinheiro?
-Certeza absoluta.
-Pois bem, tem alguma preferência?
- Quero que uma pequena parte seja em dinheiro, e a outra seja depositada em um cartão de crédito.
- Ok, vai demorar um pouco. Vou levá-la ao nosso lounge de espera.
-Tudo bem.
Saio daquele banco podre de rica e ao mesmo tempo pobre, levando em conta que eu vou torrar tudo - imagine eu com um sorrisinho psicopata no rosto.
Eu não pedi um empréstimo porque ele seria negado de primeira, quem iria pagar? Eu iria estar a sete palmos abaixo da terra, meus parentes? não passam de defuntos, então eles iriam ficar no prejuízo.
E pensando, eu nasci pobre, fiquei rica digamos assim, e depois eu vou morrer pobre, pobre porque eu vou torrar todo meu dinheiro.
Quem seria o louco que faria isso? Eu!
Pego um táxi e vou até o shopping. Irei renovar o meu guarda-roupa, preciso me vestir adequadamente, não posso mais me vestir como antes, se eu quero morrer feliz, não posso correr o risco a cada passo que eu der façam piadas sobre a minha aparência, pratiquem bullying comigo.
É uma triste realidade, mais muitas pessoas passam por ela. O que me deixa mais chocada é que são pessoas com idade, com mentalidade para entender que as suas ações machucam, mais elas são tão imaturas, podres... que se sentem melhor por machucar o outro, então eles continuam.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.