Meredith Pov.
Duas semanas depois.
Desde que voltamos de Seattle o Andrew anda estranho comigo, eu não sei exatamente o motivo, visto que estávamos bem até chegarmos em casa. Ele mudou, especialmente nos últimos dias. Nós não brigamos nem nada, mas ele está apático, até mesmo indiferente, e desde que o conheço, ele nunca agiu assim, nem quando discutimos.
-A estrela gosta muito de você, é até engraçado como ela te olha...com os olhinhos brilhando.
Nós estamos no carro voltando pra casa depois de visitar as crianças do orfanato e passar a tarde com elas.
-Ela é incrível.
-É sim.
-Você nunca pensou em adotar uma dessas crianças? Ou a Estrela por exemplo, ela ama tanto você.
-Eu penso nisso todos os dias.
-E o que te impede?
Ele pergunta como se fosse a coisa mais simples do mundo, e isso me incomoda.
-Talvez a parte de ter uma doença autoimune...talvez a parte que eu posso morrer se pegar um resfriado e meu pulmão se encher de infecção... Talvez a parte que eu não vou deixar uma criança sozinha, sofrendo mais do que já sofreu.
Ele fica em silêncio por um tempo e respira fundo.
-Desculpa.
-Trabalhar com crianças em situações vulneráveis e sobretudo órfãs não é fácil, Andrew, e eu nunca disse que seria. Você se prontificou a vir comigo, nós temos que fazer a diferença de algum jeito na vida delas, elas se apegam mas não podemos enche-las de esperanças com relação aos voluntários adota-las, é preciso ter muita certeza ao fazer isso.
-Eu sei.
-Qual o seu problema?
-Nenhum.
-Nenhum? Você está estranho comigo desde que voltamos de viagem, e eu nem sei o que eu fiz. Parece que você tem se forçado a estar comigo.
-Eu? Forçando? Sério, Meredith?
Eu paro o carro em uma rua vazia, solto meu cinto de segurança e olho para ele.
-Chega, eu estou cansada desse seu jeito passivo agressivo...
-Uau, eu não sou passivo agressivo.
-Não é mas está sendo, Andrew. Que tipo de pergunta é essa sobre adotar a Estrela? Você sabe que eu não posso, eu já falei com você sobre isso, você sabe que isso me machuca.
-Eu não tive a intenção, desculpa.
-É, você nunca tem intenção de nada, quer que eu adivinhe o que você pensa.
-Quer que eu dirija?
-Não, eu não quero que você dirija, quero que você me fale o que está acontecendo com você.
-Não acho que conversar dentro do carro na rua seja o momento apropriado.
-É apropriado sim, você pode fazer algo que não seja planejado pelo menos uma vez?
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Entre livros
FanficAndrew DeLuca é um atraente e reservado professor universitário. Seu maior prazer é estar entre os livros, seja frequentando livrarias, bibliotecas ou mesmo no conforto de sua casa. Mudou-se para Nova York com a irmã Carina DeLuca quando ainda eram...
