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𝙶𝙰𝙱𝚁𝙸𝙴𝙻𝟸𝟼 𝚍𝚎 𝚓𝚞𝚗𝚑𝚘𝚁𝚒𝚘 𝚍𝚎 𝙹𝚊𝚗𝚎𝚒𝚛𝚘/ 𝙱𝚛𝚊𝚣𝚒𝚕

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𝙶𝙰𝙱𝚁𝙸𝙴𝙻
𝟸𝟼 𝚍𝚎 𝚓𝚞𝚗𝚑𝚘
𝚁𝚒𝚘 𝚍𝚎 𝙹𝚊𝚗𝚎𝚒𝚛𝚘/ 𝙱𝚛𝚊𝚣𝚒𝚕

Cheguei cedo em casa, mas dessa vez não foi porque não dei conta do recado.

Na verdade a transa até foi boa, mas não tinha aliviado em nada a tensão pós-jogo que costumo sentir.

Minha adrenalina ainda tá alta quando abro a porta da sala, ainda quero socar alguma coisa pra me livrar da sensação correndo nas veias e não tem sinal nenhum da Mel no sofá.

Poxa, tava ansiando entrar, encontrar ela dormindo e tentar alguma coisa. Quem sabe ela não iria topar aproveitar comigo agora...

Mas levando em consideração que ela não tá na sala, deve estar dormindo. O que é ótimo também.

Sigo escada a cima e não consigo me controlar quando passo pela porta do quarto dela. Não tem como estar fechada de chave porque eu realmente fiz o favor de desaparecer com a cópia e não tinha acabado até agora, então na pontinha dos pés, giro a maçaneta.

Só vou dar uma olhada. Conferir se ela está mesmo dormindo e... Parece que está mesmo.

Não consigo enxergar direito daqui porque tá bem escuro e parece que ela está coberta da cabeça aos pés então fecho a porta e vou para o meu quarto.

A vontade é ligar um rapzin com o som no talo e tomar um banho gelado pra ver se consigo relaxar, mas não vou acordar a garota —— nem o resto da família que ainda está por aqui —— então me contento em tomar o banho gelado e me jogar na cama com o fone de ouvindo tocando Matuê.

Tô quase pegando no sono quando a porta do quarto é aberta. Dou um pulo, um dos fones cai de meu ouvido e eu corro pra acender o abaju pensando que sei lá, alguém tinha morrido.

Mas não...

Era só a Mel.

Ela tava com os olhos fechados? Ué, porque diabos tá com os braços abertos se sabe que o caminho da porta pra minha cama não tem nenhum móvel?

—Ei, o que aconteceu? — Perguntei jogando a coberta pro lado e sentando na beirada da cama.

Tô tão surpreso que não consigo me mexer enquanto ela senta do outro lado do colchão.

—Mel? — Perguntei piscando algumas vezes e ela meio que virou pra mim.

Que?

Ela tá dormindo? Não? Então porque os olhos estão fechados e ela tá deitando na minha cama?

—O morcegão não veio hoje, ele não veio não — Diz de um jeito embolado, tentando entrar debaixo do meu edredom, mas se enrolando todinha.

Porra.

Ela tá sonâmbula?

Balanço a mão na frente do rosto dela, mas nada.

—Mel? — Perguntei de novo, só pra conferir.

𝐌𝐀𝐑𝐈𝐀 𝐆𝐔𝐄𝐈𝐗𝐀 • 𝐆𝐀𝐁𝐈𝐆𝐎𝐋Histórias para pegar e não largar. Descubra agora