𝟶𝟻𝟾

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(meta de 600 comentários)𝙼𝙴𝙻𝟸𝟿 𝚍𝚎 𝚜𝚎𝚝𝚎𝚖𝚋𝚛𝚘𝚁𝚒𝚘 𝚍𝚎 𝙹𝚊𝚗𝚎𝚒𝚛𝚘 /𝙱𝚛𝚊𝚜𝚒𝚕

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(meta de 600 comentários)
𝙼𝙴𝙻
𝟸𝟿 𝚍𝚎 𝚜𝚎𝚝𝚎𝚖𝚋𝚛𝚘
𝚁𝚒𝚘 𝚍𝚎 𝙹𝚊𝚗𝚎𝚒𝚛𝚘 /𝙱𝚛𝚊𝚜𝚒𝚕

—Quando que isso começa a ficar bom? — Ele pergunta literalmente colocando o livro na cara.

—Só a partir do segundo — Desvio o olhar para a página do meu próprio livro.

Ele parece realmente concentrado.

—Dá pra pular direto pra lá? Qual é, linda... Até agora o morcegão mal apareceu, não gosto desse maluco mascarado não — Revirou os olhos, soltei uma risadinha.

Pelo menos agora parece que ele esqueceu aquele negócio de descer escondido pra piscina porque já é noite, mas tá caindo maior temporal do lado de fora e olha que faz mais de semanas que ele tenta fazer isso da certo, mas a família não vai embora e simplesmente não para de chover então ao invés de irmos viver uma “aventura” na borda da piscina ele tá deitadinho do meu lado, todo embrulhado e lendo um livro. Nessas horas eu realmente começo a acreditar que milagres acontecem.

Gabriel Barbosa lendo um livro? Aposto que ninguém acreditaria se eu contasse.

—Não dá pra pular direto pra lá, né Gabriel? — O cutuquei — Mas olha só... Você tá indo muito bem, tá quase no final já.

—Também, tô lutando com essa coisa desde aquela conversa em Santos. Mais um dia e eu desisto de vez, amor.

Vou superar nunca ele me chamando assim?

—Tem certeza que não dá pra pular só pra parte de tocação de asa? — Fiz depois de mais cinco minutinhos tentando ler.

Quem ele tá querendo enganar? Não vai ler essa série toda nem fudendo e com certeza só tá fazendo isso pra tentar me agradar um pouquinho. E tirar onda com a minha cara quando chegar naquela parte que leu em voz alta quando cheguei aqui.

—No caso você quer que eu toque outra coisa né? — Perguntei brincando.

Ele solta uma risadinha e faz o favor de jogar o edredom pro lado.

—Sim — Me olhou com o semblante mais sereno do mundo — Toca aqui pra mim, linda — Agarra minha mão e tenta levá-la até o moletom, mas consigo me safar antes.

—E essas duas mãos aí você vai usar pra que, hein? — Apertei os olhos assistindo ele pegar o meu livro e o livro dele e colocá-los no espaço vazio da cabeceira.

—Pra tocar você — Solta uma risadinha e sai me puxando do meu lado do colchão até o corpo dele — Pensa bem... Não pode ter sido atoa Deus me dar duas mãos e te dar dois peitos — Enfiou o rosto na dobra do meu pescoço, a risadinha que ele solta sai ecoando pela minha espinha, arrepiando tudo. Acabo rindo também. Olha as bobeiras que esse homem fala...

𝐌𝐀𝐑𝐈𝐀 𝐆𝐔𝐄𝐈𝐗𝐀 • 𝐆𝐀𝐁𝐈𝐆𝐎𝐋Histórias para pegar e não largar. Descubra agora