Meia hora depois, chegamos no estacionamento de um pequeno restaurante, estacionei o carro do lado do dele e desci encantada com a entrada do lugar. Na entrada tinha um pequeno jardim com uma cerca branca na frente e que nos dava a percepção de uma casa aconchegante, de casa de vó, como bem dizia o letreiro esculpido em madeira e que dizia “Casa da Vovó”, tinha uma porta larga de vidraça e o umbral da porta era azul royal que contrastava com as paredes branquinhas do lado de fora . Ao entrar nos deparávamos com um cenário que condizia perfeitamentoe com o exterior por nos fazer sentir em casa, mesas dispostas por todo o salão, umas com toalhas azuis sobrepondo as brancas e outras que em vez de azuis eram vermelhas colocadas da mesma forma sobre as brancas, com pequenos castiçais em forma de flor em cada uma delas. Em vez das cadeiras tradicionais tinha pequenas poltronas cobertas com pequenos cobertores quadriculados, uns vermelhos outros azuis, uma graça!
Senti a mão do Carlos pegar a minha e sua voz sussurrada no meu ouvido...
_Gostou , mocinha? -Arrepiei e vi que ele notou pelo sorrisinho no canto da boca dele.
_Amei!-eu disse também num sussurro.
Me virei assim que ouvi uma voz suave e alegre ao mesmo tempo, falar perto de nós.
_Carlitos, que saudades, já estava me perguntando se eu não tinha mais importância para o renomado dr. Carlos Bergman!- ela disse já o abraçando, quase o sufocando de tão forte que o abraçou e ele riu, já dizendo:
_Claro que não vovó Rosa, nunca faria uma coisa dessas, eu lá ia querer ficar sem sua comida gostosa? Quem mais sabe fazer ambrosia como a senhora? Desculpa vovó, mas tenho estado muito envolvido com o trabalho e negligenciei a senhora, me perdoa ,sim?
_Perdoo se você me disser quem é essa moça linda que está com você...
_Claro vovó, essa é a Aléxia, uma amiga de trabalho e que foi também minha colega no colégio lá em Vitória. – ele diz olhando pra ela, ela faz uma cara de quem entendeu alguma coisa que estava subentendida entre eles e rapidamente segura na mão dele e nos puxa dizendo:
_Vem, separei a sua mesa de sempre- e nos levou para uma mesa mais reservada, onde com certeza ficaríamos mais à vontade.
_Carlitos?- eu perguntei assim que sentamos e ela disse que traria o que ele gosta pra ir escolhendo o que queria pedir.
_Então, isso é culpa do mala do Renan ,na primeira vez que viemos aqui eu estava furioso com ele porque pra chegar até o restaurante ele nos fez rodar por mais de quarenta minutos só porque resolveu que ele tinha um mapa na cabeça e não precisava pedir informação pra ninguém! Quando entramos, eu ainda estava brigando com ele e ele só falava ”Calma Carlitos, calma, desse jeito você enfarta”, desde então ela me chama assim!
_Renan sendo Renan!- eu digo rindo por imaginar a cena, por ter presenciado tantas vezes Renan provocar alguém até tirar a pessoa do sério e sim ,Carlos era o alvo preferido dele!
Vovó Rosa trouxe junto com um garçon, uma tábua de queijos, manteiga que parecia ser caseira, patês de azeitona e de peito de frango, e pãezinhos acabados de sair do forno com um cheiro delicioso.
_Aqui está Carlitos, tudo que você gosta!- e voltou pra cozinha.
_Meu pai Carlos, o que é isso tudo?- eu olho admirada não com a quantidade de coisas mas com a delícia que parecia estar tudo.
_ O “Casa da Vovó” é famoso justamente por ser tudo feito de forma caseira, tipo casa de vó mesmo... Vamos escolher o que vamos jantar?
_Eu acho que nem vou conseguir comer nada mais do que essa entrada que ela trouxe então...
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Nunca te esqueci
RomanceQuanto tempo um amor pode ser guardado? Por quantos anos é possível lembrar de um aroma, de um sabor ou de um toque? Por quanto tempo os sentidos recordam um amor cheio de promessas não ditas e que não puderam ser cumpridas por causa do destino de o...
