Capítulo 35

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POV Carlos

Depois de pegar umas ondas com Renan e os meninos, voltamos pra perto da Aléxia e da Cris e nos sentamos na areia pegando sol.

_Lexie, Sandrinha deu uma ideia pra gente se encontrar sem levantar suspeitas- Renan fala e nós concentramos atenção nele.

_Sandrinha? A que era nossa colega?- Cris pergunta

_Sim, ela mesmo, a gente precisa se encontrar com ela por causa da investigação, ela tem informações e conhecimento legal que vai ser muito útil pra gente montar todo o caso e conseguir prender essa gente toda, inclusive seu marido...-Renan responde.

A Cris logo olha pra onde os meninos estão e  vimos que eles estão mais afastados e distraídos conversando sobre algo deles.

_Desculpa, vou falar mais baixo. Então, ela pensou em ver se dava pra organizar um encontro do pessoal do colégio, com essa desculpa a gente pode ir pra Vitória e conseguir com que Sandrinha nos ajude , não é perfeita a ideia?

_Sim, perfeita mesmo, podemos rever o pessoal e trabalhar, isso é o que eu chamo de unir o útil ao agradável! – Aléxia diz sorrindo, como eu amo esse sorriso.

_Só tem um problema, ela disse que não dá pra ser ela a articular esse encontro, ela está no meio do furacão dessa embrulhada toda!

_ Eu pego essa responsabilidade, é até bom porque vai me ajudar a distrair dos meus problemas, já que por agora tenho que aguardar todo o processo da agressão e o do divórcio.- a Cris se oferece e eu realmente acho que vai ser bom pra ela mesmo.

_Caramba, mas tem muito tempo que eu não vejo a Sandrinha, acho que nem lembro direito, acho que foi naquela época que você estava lá na casa da mamãe, né Lé? Ela foi te buscar pra vocês irem numa festa ou algo assim, eu tinha ido lá pegar o Rô que ficou naquele dia com eles em casa.

_Verdade, fomos na festa da engenharia, aquela festa à fantasia, lembra?- ela fala com a Cris e as duas se olham e sinto algo estranho no ar.

_Vocês foram na festa da engenharia que foi à fantasia? Nós também, se bem que o Carlos me deixou sozinho e sumiu nessa bendita festa e só encontrei uns três dias depois desnorteado no...

_Cara você é muito bocudo, juro, nem sei como você é advogado-  falo interrompendo antes que ele fale o que não deve, Aléxia não precisa saber dos meus devaneios da época.

_Que foi Carlitos, não pode falar não? Vocês acreditam que eu encontrei o Carlitos no hospital falando umas coisas bem estranhas e...

_Renan, para!- Lexie fala por notar meu desconforto com o assunto e cada vez mais  eu admiro a mulher que ela é!

_Tá bom, parei!- ele fala levantando as mão em rendição.

_Bom, podemos começar a procurar o pessoal, tenho alguns na minha rede social, se a gente começar e procurar e falar sobre um reencontro aposto que muitos irão aparecer- a Cris fala já toda animada e é muito bom vê-la assim, voltando a ser a nossa velha Cris.

_Combinado, tenho contato com o Alê, Bilito, Léo e mais alguns que estão no meio da lei...- Renan fala.

_ Do Alê eu também tenho, tenho do Bruno, Bilito, Cesinha. - eu acrescento.

E ficamos falando por uns quinze minutos  até que os meninos  se aproximaram reclamando de fome.

_Ah, mas claro que meus dragõezinhos estão com fome, qual é  a novidade! - Aléxia fala rindo e se levantando.

_Vamos naquele quiosque que eu e o Renan costumamos ir, a comida é muito boa e principalmente, farta! - falo apontando pro quiosque que está  perto da gente.

_Então vamos, Carlitos, eu estou morrendo de fome e se você vai entrar pra família é bom saber logo que o Noah e a Sam dão prejuízo, eu sou o mais educado comendo- Gael fala na maior cara de pau, cara, ele me chamou de Carlitos?

_ Lexie, vamos nos lembrar de não deixar o Gael conviver com o Renan, não está sendo uma boa influência!

_O quê? Como você fala uma coisa dessas de mim? Eu não sou uma boa influência? Fique sabendo Aléxia que eu sou a melhor influência que existe pra um rapaz promissor como o Gael, somos almas gêmeas! – ele fala passando o braço pelos ombros do Gael que gargalha e os dois saem de nariz empinado, como se fossem seres superiores.

_Lexie, eu não aguento dois...

_Eu sei, eu sei... Mas só pra te informar, você ainda não conhece meu pai, o Gael puxou meu pai.

_Verdade Carlitos, você ainda não conhece o vovô!- Noah fala dando tapinhas nas minhas costas e rindo, mas o mais importante foi senti-lo confortável pra brincar comigo.

_ Pois é cara, vamos ter que juntar forças, o que você acha?

_Eu acho que é uma boa ideia, porque tem dia que eu tenho vontade de matar o Gael! – ele diz rindo, me estende a mão mais uma vez e selamos o nosso acordo.

Aléxia observa isso tudo junto com a Cris e vejo as duas trocando olhares e sorrindo pra mim, e eu entendi que estava indo pelo caminho certo com ele!

Almoçamos e depois fomos descansar um pouco na sombra de um toldo que tinha do lado do quiosque, pra logo em seguida cairmos no mar novamente, estou me sentindo no céu, só falta conhecer a Sam pra estar tudo completo!

_Acho que já chega por hoje, né? Amanhã tem aula e trabalho, então vamos começar a levantar acampamento...- Aléxia diz e vejo a Cris concordar com ela e os meninos começam a reclamar , junto com o Renan, que eu juro não sei que idade esse cara tem!

_Por falar em acampamento, o que vocês acham da gente organizar um acampamento todo mundo junto? Na praia do Sono em Paraty ou Aventureiro na Ilha Grande, o que vocês acham? Juntamos camping com praia, não é legal?- eu falo já imaginando como seria bom todo mundo junto se divertindo.

_Da hora, quando a gente vai?- Gael fala já todo animado e os outros começam a falar junto.

_Cara, a gente podia ir no próximo feriadão que vai ter , aí a gente fica cinco dias, olha que da hora, a Sam vai amar, ela adora a natureza e só vamos ter que cuidar da Gio porque todo mundo sabe que ela é mais princesa que a Sam e...

_ Eita povo afobado, calma, ainda vamos ter tempo pra planejar, calma!-Aléxia corta os meninos e eu fico olhando bobo como ela consegue gerir tão bem a maternidade, ao mesmo tempo que é amiga ela também sabe ter a autoridade necessária nos momentos certos.

Vamos todos para nossos carros, Cris  e o Rô se despedem de nós e seguimos Aléxia até à casa dela pra deixar as pranchas dos meninos lá.




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