POV Aléxia
Assim que saí da sala do Carlos, peguei o celular que a Max me deu e digitei o que ele me contou sobre o sumiço da pesquisa e sobre a suspeita de que o Alvarez esteja envolvido, o que na verdade não me surpreende já que ele era um dos meus maiores suspeitos. Agora sobre o assédio, isso eu vou tratar pessoalmente, não agora, eu vou esperar o momento certo...
Passei o resto da tarde trabalhando no laboratório com Aninha e assim como de manhã, ela estava muito quieta, coisa totalmente anormal, se tratando dela.
_Aninha?
Ela se vira pra mim , me olha interrogativamente e espera que eu diga alguma coisa.
_Eu estou te achando quieta demais, o que está acontecendo?
_Nada, tô de boa...- ela responde encolhendo os ombros e começou a se virar novamente pra bancada onde ela estava trabalhando.
Eu seguro na sua mão e impeço que ela termine de se virar e a puxo para sentar no banco que tem do lado da minha bancada.
_Não está não, desde que eu cheguei você mal me dirigiu a palavra e está suspirando pelos cantos, o que aconteceu? Não vou te deixar em paz até você me falar!
_Eu estou no meio de um trabalho, caso você não tenha visto e...
_E coisa nenhuma, as coletas estão todas na centrífuga e ficar olhando pra ela não vai ajudar em nada, você sabe muito bem que isso é só uma desculpa sua pra não me responder e contar o que está acontecendo! Qual o problema?
_Ah, quer saber? Tô chateada sim, dois amigos sofrendo e eu não posso fazer nada!
_Que amigos? Talvez eu possa ajudar de alguma forma...
_Na verdade pelo menos de um você pode sim, pode esquecer a merda de um passado que não importa mais , dar uma chance a ele e se dar também essa chance de ser feliz!
Eu parei por um instante pra assimilar o que ela me disse e retruquei...
_Você está falando do Carlos? Aninha, eu...
_Olha Lexie, eu jurei que não ia mais tocar no assunto mas não consigo, ele ficou todo triste ontem, eu via nos olhos dele a tristeza, é tão difícil assim pra você ver o quanto esse homem te ama?
_Hum, você quer ir por esse lado Aninha- eu digo já com um sorriso de canto...
_Ouw,ouw, não muda o foco não, estamos falando de você neste momento! A minha pergunta é: custa você dar uma chance pro Carlos? Você é muito cabeça dura e não ouve ningu...
_ Eu vou falar com ele hoje- eu digo baixinho a interrompendo.
_Oi? Não ouvi!
_ Eu disse que vou falar com ele hoje! Satisfeita dona Ana Alencar!- falei mais alto e só sinto braços me apertando e sou sacudida de tal forma que quase caí do banco em que eu estava.
_Sério Lexie, você vai falar com ele? Vai finalmente tirar as teias de aranha da sua bonita?
_Epaa, calminha aí senhora pervertida, eu disse que vamos conversar! Eu preciso esclarecer algumas coisas com ele e depois a gente vê o que acontece, deixa que o assunto da minha bonita eu trato, eu heim!
_ Que seja, já estou feliz por isso!
A centrífuga apita, indicando que acabou o processo e Aninha volta pra bancada aos pulinhos, toda animada. Acabamos o expediente, peguei as minhas coisas e fui pra saída do prédio, me encaminhando para o estacionamento, ao chegar lá vejo o Carlos com o carro dele do lado do meu me esperando.
_Oi mocinha, estava te esperando pra gente ir...- ele fala e vejo o olhar dele ir do meu decote até os meus olhos passando pela minha boca e só de lembrar o que ele fez na sala dele em cada lugar desses, me arrepiei toda.
_ Ham, é, eu ... Onde nós vamos mesmo?- eu falei tentando disfarçar meu desconforto no meio das pernas...
_Me segue que eu te levo lá, tá bom?-ele fala já entrando no carro um pouco... Apressado?
_Tá bom...
Será que agora a coisa desenrola?
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Nunca te esqueci
RomanceQuanto tempo um amor pode ser guardado? Por quantos anos é possível lembrar de um aroma, de um sabor ou de um toque? Por quanto tempo os sentidos recordam um amor cheio de promessas não ditas e que não puderam ser cumpridas por causa do destino de o...
