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Donghyuck decidiu ir à praia. Mark havia prometido que não faria nada que o deixasse desconfortável, então por que não? Ele era divertido, gentil, e talvez fosse bom sair um pouco, respirar outros ares e esquecer, nem que fosse por algumas horas, o peso que carregava no peito, viajariam em uma semana, pois um novo compromisso apareceu.

[...]

Já faz uma semana que Yangyang não matava ninguém. Ele sabia que estava sob suspeita da polícia e que precisava evitar qualquer movimentação estranha, mas a sensação de contenção o deixava à beira da explosão. Fingir tristeza toda vez que saía do quarto era exaustivo, quase tão sufocante quanto a raiva que se acumulava dentro dele.

Pensou inúmeras vezes em como poderia matar sem ser pego. Talvez desse um jeito de sair escondido — muitos veteranos faziam isso, então não deveria ser tão difícil. Mas e o corpo? Onde esconderia? E quem seria a próxima vítima? Só de imaginar, sentia o coração acelerar de animação. A forma do assassinato ainda era incerta, mas uma coisa ele sabia: gostava de inovar.

Johnny apenas observava, em silêncio, o colega andar de um lado para o outro como um animal enjaulado. Em algum momento, Yangyang baixaria a guarda. Um erro mínimo, uma prova esquecida, qualquer coisa. E quando isso acontecesse, Johnny estaria pronto para acabar com sua vida — por todos os que já tinham morrido.

[...]

Aquela semana no apartamento foi incrível para os três. Como estavam de férias, não havia preocupações com a faculdade. Passavam os dias como um trio de velhinhos, assistindo filmes, cochilando no sofá sem perceber o tempo passar, jantando sempre algo delicioso que Jaemin preparava com carinho. Por um tempo, esqueceram completamente a discussão sobre sentimentos e definições.

— Donghyuck está me mandando mensagens dizendo que não aguenta mais a faculdade deserta e entediante durante as férias — comentou Jeno, depois de olhar as notificações incessantes do celular. — Agora está dizendo que a gente deveria dar uma festa aqui no apartamento. Ele só pode ter bebido algo estragado.

— Até que é uma ideia interessante — Jaemin respondeu, despreocupado. — Faz tempo que só ficamos em casa sem fazer nada produtivo.

— E uma festa seria produtiva? — Renjun brincou.

— Talvez. Nossos corpos e mentes precisam de alguma agitação! — Jaemin começou a se animar.

— Bom, o apartamento é seu, você decide — disse Renjun.

— Nada disso, o apartamento é nosso. Vocês também podem dar suas opiniões!

— Bom… faria uma bagunça — Jeno comentou, já imaginando a sujeira, o lixo para separar, o trabalho depois.

— Podemos fazer algo mais reservado. Muitos estão viajando mesmo — sugeriu Jaemin. — Eu gostei da ideia.

No fim, decidiram fazer uma pequena festa, apenas com os amigos mais próximos.

— Vai comprar alguma coisa? — Jeno perguntou.

— Sim, só temos suco pra beber. Precisamos de algumas bebidas, salgadinhos e doces. Quem vai comigo? — Jaemin já planejava tudo mentalmente.

— Nós três, Mark, Donghyuck, Jisung e Chenle. Sete pessoas — Renjun enumerou, pensando também na segurança e em como justificariam a saída.

— Quer ir comigo, Jun? — Jaemin perguntou, sorrindo.

— Pra onde?

— Ao mercado.

— Como?

— De moto. Você é mais magrinho que o Jeno, dá pra colocar o bauleto. Vamos ter que ficar bem juntinhos — provocou, divertindo-se com a timidez do outro.

change | norenminOnde histórias criam vida. Descubra agora