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Renjun respirou fundo, tentando se acalmar, e voltou sua atenção para Jeno, que o observava com evidente preocupação. Jaemin, por sua vez, abriu a gaveta ao lado da cama e pegou o lubrificante e as camisinhas que havia guardado ali há algum tempo.

— De onde surgiu isso? — Renjun perguntou, surpreso.

— Eu comprei… com a esperança de um momento como esse — respondeu Jaemin, um pouco sem graça.

— Você… é um safado — o chinês comentou, e os três acabaram rindo, aliviando um pouco a tensão.

— Eu admito. Agora tenta relaxar… — disse Jaemin, com a voz mais suave.

— É fácil falar — Renjun reclamou, nervoso.

Jaemin colocou um pouco de lubrificante nos dedos e começou com cuidado, atento a cada reação de Renjun. No início, o desconforto era evidente; o chinês gemia baixo, mais em protesto do que em prazer, sentindo-se envergonhado e vulnerável. Aos poucos, porém, algo mudou. Quando Jaemin tocou um ponto específico, Renjun arfou, surpreso pela sensação diferente que se espalhou pelo corpo.

— Encontrei… — Jaemin murmurou, percebendo o efeito imediato.

— Está tudo bem? — Jeno perguntou, acariciando o rosto de Renjun com delicadeza.

— Está… — respondeu, a voz trêmula, mas sincera.

Jaemin continuou com paciência, sem pressa, respeitando o ritmo de Renjun até sentir que ele estava pronto. Quando finalmente se aproximou, o contato foi intenso, arrancando um gemido abafado dos dois. Jaemin precisou se conter para não perder o controle naquele instante.

— Renjun… tenta relaxar mais um pouco — pediu, com cuidado.

O início foi lento. Jaemin se manteve atento a cada som, a cada mudança na respiração do chinês. Quando percebeu que os gemidos já não eram de dor, mas de prazer, passou a se mover com mais confiança, sempre cuidadoso.

Jeno observava a cena com o coração acelerado. Ver Renjun daquela forma, entregue e vulnerável, despertava algo profundo dentro dele. Não resistiu a se aproximar, deixando beijos e marcas suaves nos ombros do chinês, antes de buscar seu próprio alívio, completamente envolvido pelo momento.

— Jeno… — Renjun o chamou, a voz falhando. — Vem mais pra cima…

Jeno obedeceu, e não conseguiu conter o gemido quando sentiu o contato quente e úmido, segurando com carinho os cabelos de Renjun enquanto observava Jaemin, igualmente perdido no prazer. Era um momento que ele havia imaginado tantas vezes, mas que superava qualquer fantasia.

Para Renjun, tudo era novo. Cada movimento fazia seu corpo reagir de uma forma que ele nunca havia experimentado. Quando finalmente chegou ao limite, seu corpo tremeu, e ele se deixou levar, sem vergonha, sem medo. Pouco depois, Jaemin também atingiu o clímax e se deitou ao lado dele, os dois ofegantes, enquanto Jeno permanecia próximo, ainda tentando recuperar o fôlego.

— Foi melhor do que eu imaginei… — Jaemin comentou, sorrindo, completamente feliz.

— No começo foi estranho… mas eu gostei — Renjun admitiu, um pouco envergonhado.

— Eu também — Jeno disse, acariciando com cuidado os cabelos dele. — Muito.

— Vamos… de novo? — perguntou, meio brincando, meio sério.

— O quê? — Renjun se apoiou na cama e o encarou, surpreso.

— Ver você assim… — Jeno corou. — É difícil resistir.

Renjun ia reclamar, mas foi interrompido pelos beijos de Jaemin em seu ombro. Acabou desistindo das palavras e puxou-o para mais um beijo, deixando-se levar. Jeno observava os dois com um sorriso quase hipnotizado. Aquela noite seguiu longa, marcada por risos, toques e uma intimidade que ia muito além do físico.

[…]

Quando acordou, já passava das dez da manhã. Renjun tentou se sentar, mas sentiu a lombar e a cintura reclamarem imediatamente. Um gemido escapou sem querer, acordando Jeno.

— Jun? — perguntou, ainda sonolento. — O que foi? Você está bem?

— Como você acha que eu estou depois de vocês dois a noite inteira comigo? — reclamou, tentando se sentar outra vez.

— O Renjun está com dor — Jeno avisou.

— O quê?! — Jaemin abriu os olhos na hora e se sentou. — Onde dói?

— Onde você acha… — respondeu, antes de suspirar. — Minhas costas e a cintura.

— Deixa comigo — disse Jaemin, levantando-se. — Vamos tomar um banho quente.

— O quê? Eu consigo sozinho — Renjun protestou.

— Renjun, você nos deu uma noite incrível — Jaemin falou com sinceridade. — Deixa a gente cuidar de você agora.

Sem esperar resposta, pegou-o com cuidado no colo e o levou até o banheiro. Preparou a água, ajustando a temperatura como sabia que ele gostava, lavou seus cabelos com delicadeza e cuidou de cada detalhe, atento a qualquer sinal de desconforto.

— Quem diria que o galã da faculdade estaria me dando banho — Renjun brincou, finalmente relaxando.

— Eu faria qualquer coisa por vocês — Jaemin respondeu, sem hesitar.

Renjun sentiu o peito se aquecer. Aquela felicidade era nova, intensa, quase assustadora. Depois do banho, Jaemin o ajudou a se secar e vestir, secou seus cabelos e o levou de volta para a cama. Jeno deu um beijo carinhoso em sua testa antes de ir tomar banho também.

— Vocês estão estranhamente carinhosos hoje — Renjun comentou, sorrindo.

— É só o começo — Jaemin respondeu, imitando Jeno ao beijar sua testa.

— Vou acabar mal-acostumado.

— Pode se acostumar — Jaemin disse, antes de deixar um selinho em seus lábios. — Vou fazer algo pra comermos.

— Fazer?

— Sim. Hoje é um dia especial demais pra pedir comida de fora. Quero que tudo seja nosso.

Renjun o observou sair, o coração leve, certo de que aquela felicidade, pela primeira vez, parecia real.

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