Capítulo 11

677 53 21
                                        

Mikey sentiu suas pernas amolecerem ao ver o que Sanzu havia preparado para aquela noite.

Maldito pervertido, pensou ficando com as bochechas e as pontas das orelhas vermelhas.

Sanzu seguia pleno ao seu lado, deixando que analisasse os objetos, admirando suas caretas assustadas e confusas. Mikey ergueu a garrafa de vodka e perguntou:

- Você quer brincar comigo bêbado?

- Ah não, não é pra beber. - Explicou, um sorriso gigante estampado na cara.

- Então para quê você vai precisar disso?

O Haruchiyo se manteve calado e sorridente. Manjiro soltou o ar dos pulmões e riu, pondo a garrafa de volta ao chão junto das outras coisas. Aquilo seria interessante, mas o Sano não conseguia adivinhar o que Sanzu estava armando, tanto que, quando ele se aproximou, Mikey sentiu uma pontada de medo - afinal tinha uma faca entre os brinquedos sexuais.

Mas a confiança que sentia em Sanzu era tanta que não acreditava que ele poderia matá-lo. Será que havia ficado louco?

- Devo me preparar para as drogas também?

- Não, eu sei que você não gosta disso. - Sanzu pôs as mãos entrelaçadas nas costas, parecia que estava apresentando um trabalho valendo nota na escola. Mikey achou fofo. - Na verdade eu estou limpo desde ontem.

- Por quê?

- Minha irmã disse que se eu não diminuísse o consumo de drogas meu pau cairia morto.

Manjiro arregalou os olhos, depois gargalhou. Isso fez Sanzu abrir um pequeno sorriso, fazia meses que não escutava uma risada sincera do Sano.

- Ela já está terminando a faculdade, não é?

- Sim, ela é doutora.

Sanzu dizia isso desde o primeiro semestre de Senju no curso de Medicina, cheio de orgulho. Bastava sentir uma dor de cabeça que já ligava para a irmã, a qual lhe dava um sermão de duas horas sobre como ele devia cuidar melhor da saúde.

Não é porque você é um gangster de merda que não tem que tomar suas vitaminas, ela falava.

- Então agora você está preocupado em broxar?

- Eu uso as drogas para alucinar com você. - Confessou, deixando Mikey surpreso. - Mas como não preciso mais disso, não há razão para usar, e - desviou o olhar e murmurou - eu não quero ser impotente com você.

Manjiro foi até ele e alisou seus ombros por cima do terno. Quando Sanzu tentou tocá-lo ele desviou de suas mãos e sorriu.

- Você fala como se realmente fosse me comer. - Disse Mikey, divertindo-se com a expressão conflituosa do Haruchiyo. - Devo lembrá-lo do nosso acordo?

- Estou bem ciente dele, pode acreditar. - Sibilou com irritação.

Esse era o único ponto ruim de toda aquela situação. Mas Sanzu conseguiria lidar, Mikey não o faria perder o controle, além de que poderia fazer outras tantas coisas com aquela bundinha e aquela boquinha...

- Está babando, Sanzu. - Mikey falou com sarcasmo ao ver o olhar sonhador de seu vice-presidente.

Sanzu enxugou os lábios com a manga do terno, um sorriso malicioso espreitando seu rosto que era um pecado de tão bonito. Mikey às vezes o admirava secretamente, ele era tão belo e não tinha a mínima noção disso.

O Haruchiyo era tão malditamente lindo que até as cicatrizes em sua boca pareciam um charme adicional. Ele era bem mais alto do que Mikey, embora isso não fosse muito difícil, e seu corpo era esguio como o de um dançarino, com alguns músculos salientes distribuídos perfeitamente. Em suma, Sanzu tinha a aparência de um anjo - um anjo caído, mais precisamente.

Egoístas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora