Capítulo 14

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- Como foi com a Miyu? - Kokonoi perguntou assim que eles retornaram já de madrugada.

- Tudo certo. - Sanzu respondeu. - A carga foi despachada para os nossos revendedores, em duas semanas receberemos o retorno financeiro.


- E as armas?


- Antony disse que chegariam amanhã pela manhã. - Disse Ran jogando-se no sofá da sala de Koko e esfregando as têmporas. - Mochizuki vai receber e repassar para Kyoto no mesmo dia.


- Por que vocês três parecem tão abatidos? - Indagou Koko, olhando para Ran, Mochizuki e Rindou que pareciam ter perdido um parente.


- Não soube da novidade? - Rindou provocou.


- Rindou… - Sanzu o advertiu.


- Sanzu tá transando com o Mikey.

E, fácil assim, agora todos sabiam.

Kokonui soltou um risinho de descrença, mas ao ver a cara fechada de Ran, o sorriso debochado de Rindou, a expressão tempestuosa de Sanzu e o olhar nervoso de Mochizuki, seu queixo caiu no chão.

- Isso é sério?! - Exclamou, profundamente chocado.

Ao não receber objeções a sua pergunta, Kokoni gargalhou e bateu palmas na frente do corpo, deixando o Haruchiyo ainda mais irritado.

- Isso vem acontecendo desde quando?


- Desde que Sanzu começou a agir como um bobo apaixonado, não é óbvio? - Bradou Rindou.

Lembrando-se da aposta que fizeram entre si dias atrás, Koko caminhou até eles e disse:

- Me passa a grana! - Ele cobrou, abrindo a mão direita na cara de Rindou.

O Haitani sibilou e depositou uma quantia generosa na mão de Kokonui, em seguida foi a vez de Mochizuki e Ran. Ao final de sua coleta Koko estava algumas centenas mais rico.

- Eu odeio todos vocês. - Falou Sanzu, murmurando inconformado.


- Não fique bravo, docinho. - Brincou Rindou, sondando o Haruchiyo. - Mikey não vai matar o cara que tá comendo ele.


- Tem razão - Mochizuki interrompeu - ele vai nos matar.


- Não gosto do pessimismo de vocês. - Disse Koko, ainda rindo. - Fora da minha sala, todos. Principalmente você Ran - frisou, - sinto sua energia negativa daqui.


- Koko, um dia irei arrancar todos os seus fios de cabelo e fazê-lo engolir. - Ran ameaçou.


- Trate de os deixar bem temperados então.

Kokonui os enxotou para fora, estava louco para tomar um banho e cair na cama. Achou os acontecimentos novos tão divertidos que saiu do chuveiro ainda rindo do bico que Sanzu tinha nos lábios. Mas quando estava prestes a pôr o pijama para dormir, seu celular tocou.

Quando ele viu o nome na tela soltou um suspiro e, hesitante, atendeu a ligação.

- Pensei que não quisesse mais olhar na minha cara. - Foi o seu cumprimento.


- Sim, mas eu não falei nada sobre ouvir a sua voz.

Koko abriu um sorriso, odiava e amava como Inupi brincava consigo.

- Em que posso ajudar?

A resposta foi o silêncio.

- Inupi, da última vez que estive aí você preferia fazer um pacto com o diabo do que olhar pra mim.

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